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Artistas estrangeiros enviam carta de apoio a Francisco Frazão a Carlos Moedas

Carta internacional, com cerca de cinquenta subscritores, protesta contra a não recondução de Francisco Frazão no TBA e defende concurso público e governança robusta

Francisco Frazão
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  • Willie White, promotor irlandês e ex-diretor do Festival de Teatro de Dublin, reuniu cerca de 50 signatários de artistas, programadores e personalidades da cultura de vários países para uma carta de protesto.
  • A carta, que apoia Francisco Frazão, pede a apresentação de um concurso público para a direção artística do Teatro do Bairro Alto (TBA) e será enviada ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas.
  • Os signatários consideram que a não renovação do contrato de Francisco Frazão e a concentração da direção artística do TBA e do São Luiz numa única pessoa podem prejudicar a reputação internacional de Lisboa e da cidade como polo cultural.
  • A missiva sustenta que o TBA é um espaço único, de tipo black box, com importância para a criação contemporânea e para manter a programação internacional do teatro.
  • Entre os subscritores aparecem nomes como Adriano Cortese, Nicola Gunn, Amrita Hepi, Kristof Blom, Marieke De Munck, Dries Douibi, Michiel Vandevelde e, do Brasil, Antonio Araujo e Guilherme Marques, do Festival Internacional de Teatro de São Paulo.

O programador irlandês Willie White organiza uma carta internacional de protesto contra a não recondução de Francisco Frazão no Teatro do Bairro Alto, em Lisboa. Já reúne cerca de 50 assinaturas de artistas e personalidades da cultura de vários países. A mensagem será enviada ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas.

White explicou, em declarações à Lusa, que a carta surge de solidariedade a Francisco Frazão, com quem colabora há mais de 20 anos. O promotor defende que, se houver mudança de direção, deveria haver um concurso público. A carta questiona a concentração de funções entre o TBA e o São Luís.

A iniciativa surge num contexto em que a EGEAC anunciou que Miguel Loureiro acumulará as direções artísticas do TBA e do Museu do Aljube. Os signatários classificam o TBA como espaço crucial para a visibilidade internacional da cultura portuguesa.

Entre os subscritores constam nomes como Adriano Cortese, Nicola Gunn, Amrita Hepi, Kristof Blom, Marieke De Munck e Dries Douibi, bem como Antonio Araujo e Guilherme Marques, do Festival Internacional de Teatro de São Paulo. Outros apoiantes integram a rede de cooperação cultural.

Desdobramentos e legado

A carta descreve o TBA como espaço versátil de tipo black box, de gestão municipal, que facilita a criação contemporânea e a ligação entre artistas e público. Os signatários defendem um processo transparente de seleção de direção artística para manter a reputação internacional de Lisboa.

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