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Supervisores financeiros vão certificar iniciativas de literacia financeira

Supervisores financeiros estudam certificação de iniciativas de literacia financeira, avaliando modelos para conteúdos de empresas e assegurando qualidade e isenção

Empresas
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  • Os supervisores financeiros vão desenvolver uma certificação para iniciativas de literacia financeira, aplicável a projetos e conteúdos específicos, como parte do plano estratégico 2026-2030.
  • O objetivo é assegurar qualidade e isenção das ações, com possibilidade de empresase (bancos, corretoras) terem ações de literacia financeira certificadas no futuro, para proteção do consumidor.
  • A CMVM reforçou a necessidade de coerência na mensagem e qualidade dos conteúdos, lembrando que parcerias com privados são permitidas pela União Europeia desde que se mitiguem conflitos de interesse.
  • A certificação visa iniciativas do Plano Nacional de Formação Financeira, lançado em 2011, que envolve o Banco de Portugal, a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões e a CMVM.
  • Um estudo do Banco de Portugal aponta que a literacia financeira em Portugal está próxima da média da zona euro, mas com inferioridade entre mulheres e pessoas com menor escolaridade e rendimento.

Os supervisores financeiros vão desenvolver uma certificação para iniciativas de literacia financeira, com a hipótese de atribuir o selo a projetos de empresas. A ideia foi avançada em entrevista à Lusa, no âmbito do novo plano estratégico 2026-2030 do Plano Nacional de Formação Financeira.

Francisca Guedes de Oliveira, administradora do Banco de Portugal, detalhou que se vai definir um modelo de certificação para iniciativas na literacia financeira. O objetivo é assegurar qualidade e isenção das ações promovidas.

Questionada sobre a possibilidade de futuras certifikas ações de empresas financeiras, respondeu que, até agora, a relação com entidades como bancos ou corretoras não era aceita, por o objetivo ser vender produtos ou serviços. Contudo, a avaliação poderá estender-se para proteção do consumidor.

A vice-presidente da CMVM, Inês Drumond, acrescentou que, nesses casos, é essencial garantir coerência na mensagem e qualidade do conteúdo. Lembrou que a Comissão Europeia admite parcerias com privados, desde que haja mecanismos para mitigar conflitos de interesse.

A certificação será destinada a projetos e conteúdos específicos no âmbito do Plano Nacional de Formação Financeira, lançado em 2011. A iniciativa é conjunta do BdP, ASF e CMVM, com o objetivo de aumentar a literacia financeira da população.

O plano estratégico atual prevê reforçar o impacto junto de públicos prioritários, nomeadamente crianças e jovens, sobretudo através das escolas, e da população adulta. Um estudo recente do BdP aponta que Portugal está próximo da média europeia em literacia financeira, mas com défices entre mulheres e pessoas com menor escolaridade e rendimento.

Contexto institucional

O Plano Nacional de Formação Financeira visa promover decisões informadas sobre gestão de dinheiro, envolvendo entidades reguladoras e o setor privado de forma criteriosa. A implementação está sustentada em marcos de supervisão, qualidade de conteúdo e proteção ao consumidor.

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