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Qual arma é mais eficaz contra bunkers, Taurus alemão ou bomba dos EUA?

EUA usam bombas pesadas contra bunkers iranianos; a Alemanha aproxima-se do Taurus como arma de penetração em alvos fortificados

O Presidente dos EUA, Donald Trump, segura um modelo de um bombardeiro furtivo B-2 na Sala Oval da Casa Branca, em Washington, a 16 de março de 2026
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  • Os EUA usaram recentemente várias bombas pesadas contra posições fortificadas de mísseis iranianos perto do Estreito de Ormuz, na costa do Irão, segundo o Comando Central dos EUA.
  • Ainda não foi confirmada a natureza exata da arma; a GBU-28 é uma bomba pesada de penetração com cerca de 2.300 quilogramas, concebida para entrar em alvos subterrâneos antes de detonar.
  • A bomba de maior potência mencionada foi a GBU-57A/B MOP, usada em instalações nucleares iranianas no ano anterior, apesar de a GBU-28 ser a arma mais citada no contexto atual.
  • O tipo de bombardeiro frequentemente utilizado para este tipo de ataques é o B-2 Spirit, capaz de penetrar defesas aéreas modernas e transportar armas convencionais ou nucleares.
  • A Alemanha desenvolveu o Taurus (Target Adaptive Unitary and Dispenser Robotic Ubiquity System), um míssil de 1,4 tonelada com alcance de cerca de 500 quilômetros, dedicado a destruição de bunkers, com ogiva Mephisto e capaz de ser usado por caças como o Tornado ou o Eurofighter, e já integrado em outros aviões de países aliados.

O Comando Central dos EUA anunciou o uso recente de bombas pesadas contra posições fortificadas de mísseis iranianos ao longo da costa do Irão, perto do Estreito de Ormuz. Embora ainda não haja confirmação oficial sobre o modelo, a operação aponta para armas desenhadas para penetrar fortificações subterrâneas.

A notícia surge num contexto de tensões regionais e de uma capacidade americana de atingir bunkers com dispositivos de alto poder destrutivo. O tipo de armamento utilizado ainda não foi esclarecido pelas autoridades norte-americanas.

Armamento em jogo

Entre as hipóteses, aponta-se a bomba GBU-28, uma arma de cerca de 2.300 kg destinada a penetrar alvos de betão endurecido. O custo unitário estimado fica próximo de 288 mil dólares, segundo relatos de 2022 no Air Force Times.

Por outro lado, a bomba GBU-57A/B MOP é mencionada como ainda mais potente, tendo sido usada anteriormente contra instalações nucleares no Irão. Este quadro alimenta o debate sobre which arma foi efetivamente empregue.

Taurus alemão: uma alternativa moderna de bunkers

A Alemanha dispõe do míssil Taurus KEPD-350, concebido para alvos fortificados. A ogiva Mephisto foi especificamente desenvolvida para bunkers e postos de comando subterrâneos, tornando-o uma opção moderna de ataque profundo.

Com alcance de cerca de 500 km e peso próximo de 1,4 toneladas, o Taurus exige aviões de alto desempenho como Tornado ou Typhoon para operacionalização. Relatos indicam que o Taurus já foi integrado em plataformas de países parceiros, incluindo Espanha e Suécia.

Características técnicas e diferenças

Ao contrário de bombas em queda, o Taurus é um míssil guiado que penetra o alvo a alta velocidade e detona no interior com atraso. Este modo reduz o efeito externo imediato, privilegiando a penetração profunda e a destruição de estruturas subterrâneas.

A maior diferença face às bombas tradicionais reside na precisão e na capacidade de alcançar infraestruturas fortificadas sem depender de alto poder explosivo externo. A escolha entre bomba penetrante e míssil depende, assim, do objetivo estratégico pretendido.

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