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Plano de Formação Financeira prevê literacia financeira no ensino superior

Plano Nacional de Formação Financeira prevê literacia financeira no ensino superior, preparando docentes e alargando formação a adultos vulneráveis

Supervisores financeiros também estão a trabalhar em novos conteúdos a ser lecionados na disciplina de cidadania
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  • O Plano Nacional de Formação Financeira prevê a criação de uma disciplina ou de módulos de literacia financeira no ensino superior de educação, para formar futuros professores.
  • A definição se será disciplina, optativa ou seminários depende de um acordo entre o Banco de Portugal e o Ministério da Educação.
  • O plano 2026-2030 inclui formação de professores já em carreira para lecionarem cidadania e sessões de literacia financeira no ensino básico e secundário; os supervisores financeiros trabalham em novos conteúdos para a disciplina.
  • Os conteúdos não se limitam a poupança e orçamento, tendo uma abordagem integrada que inclui comportamento, rendimento e contextos sociais, com foco na decisão informada.
  • Será promovida formação financeira para adultos, incluindo grupos vulneráveis (pobres, desempregados, imigrantes e idosos), mantendo a meta de melhorar a literacia da população; Portugal situa-se próximo da média da zona euro, mas há défices entre mulheres e pessoas com menor escolaridade e rendimento.

O Plano Nacional de Formação Financeira prevê a criação de uma disciplina ou de módulos de literacia financeira no ensino superior de educação, com o objetivo de preparar futuros professores para leccionarem este tema. A ideia é desenvolver conteúdos formativos para as licenciaturas, em articulação com o Ministério da Educação.

Francisca Guedes de Oliveira, administradora do BdP, confirmou à Lusa que ainda não está definido se será uma disciplina, optativa ou seminários, cabendo essa decisão à concertação com as autoridades competentes. O plano para 2026-2030 foi apresentado por ela, pela vice-presidente da CMVM, Inês Drumond, e pelo administrador da ASF, Diogo Alarcão.

No âmbito do mesmo plano, além de estudantes de educação superior, haverá formação para docentes em exercício, para que possam leccionar o módulo na disciplina de cidadania e promover sessões para ensino básico e secundário. Supervisores financeiros trabalham também em novos conteúdos da disciplina de cidadania.

Conteúdos e metodologia

As críticas de que os conteúdos se centram apenas em gestão de dinheiro foram abordadas pela equipa. Guedes de Oliveira explicou que há uma discussão abrangente antes de temas mais práticos, incluindo a relação entre poupança e geração de rendimento. A abordagem envolve uma perspetiva integrada e um foco em comportamento.

Diogo Alarcão acrescentou que a literacia financeira não visa culpabilizar o indivíduo, antes promover autonomia para decisões, reconhecendo a complexidade do sistema financeiro e a assimetria de informação. O objetivo é induzir comportamentos que favoreçam escolhas adequadas no momento certo.

Perspectivas e público-alvo

Os conteúdos podem abordar temas como alertas sobre influenciadores e promessas de investimento, mas a aposta atual é em conceitos concretos, com a possibilidade de incluir essa problemática no futuro. Paralelamente, o plano prevê formação contínua para adultos, incluindo grupos vulneráveis como desempregados, imigrantes e idosos.

O quadro estratégico para 2026-2030 mantém o foco na elevação da literacia financeira da população, com indicadores de avaliação e estratégias de implementação em escolas e universidades. O Plano Nacional de Formação Financeira existe desde 2011 e é uma iniciativa conjunta do BdP, ASF e CMVM.

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