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Mais de metade dos jovens já viu imagens de abuso sexual de menores antes dos 18

Estudo revela exposição precoce a pornografia e MASM online, associada a comportamentos sexuais prejudiciais e ao risco de escalada para conteúdo extremo

Investigadores acompanharam 168 crianças
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  • Seis em cada dez jovens viram imagens de abuso sexual de menores antes de completar dezoito anos; aos dezoito anos, 65% tinham visto pornografia e 59% MASM, com 17% de preparação antes dos dez anos para pornografia e 13% para MASM.
  • Três em cada cinco pessoas que pesquisaram MASM online foram expostas a esse conteúdo antes dos dezoito anos, e em metade das vezes apareceu de forma espontânea.
  • O estudo, baseado num inquérito anónimo global, envolveu utilizadores que procuravam MASM no motor de busca da dark web Ahmia.fi e os participantes eram redirecionados para recursos de prevenção.
  • A exposição precoce está associada a comportamentos sexuais prejudiciais e pode aumentar a vulnerabilidade a conteúdos mais extremos; 75% dos inquiridos tinham entre dezoito e trinta e quatro anos, e 88% viram imagens de raparigas, com relatos de MASM envolvendo crianças e bebés.
  • O MASM gerado por inteligência artificial foi visto ou criado por 35% dos inquiridos, segundo o estudo, que alerta para danos mesmo sem envolvimento direto de crianças e exige maior proteção, moderação e intervenções digitais para prevenir abusos.

Seis em cada dez jovens já viram imagens de abuso sexual de menores antes de completarem 18 anos, segundo um estudo divulgado a 18 de março. A pesquisa, conduzida junto de utilizadores do motor de busca da dark web Ahmia.fi, analisa expetativas de exposição a pornografia e a material de MASM.

Aos 18 anos, 65% dos inquiridos tinham visto pornografia online e 59% já tinham visto MASM. Antes dos 10, 17% já tinham visto pornografia e 13% já tinham observado imagens de abuso de menores, indica o inquérito. Quase metade relatou contacto não intencional.

A amostra é de participação anónima e global, com utilizadores que procuravam MASM no Ahmia.fi, quando eram redirecionados para perguntas e recursos de prevenção, em vez de resultados ilegais. O estudo é da ONG finlandesa Protect Children e contou com apoio do regulador britânico Ofcom.

Impacto e alertas

Entre os entrevistados, 46% relatou o primeiro contacto com MASM de forma não intencional, surgindo online ou por indicação de terceiros. Em muitos casos o material apareceu em redes sociais ou plataformas de partilha de conteúdos, ou via apps de mensagens.

Pouco menos de 30% asseguraram ter procurado ativamente o material na primeira exposição. Contudo, mais da metade passou a pesquisar pornografia e MASM antes dos 18 anos, com 14% a fazê-lo antes dos 10.

Os investigadores destacam que a exposição precoce está associada a comportamentos sexuais de risco e ao potencial de escalada para material mais extremo. A maioria dos inquiridos eram homens de 18 a 34 anos, com predomínio de conteúdos envolvendo raparigas.

Os autores sublinham que os perpetradores acedem a MASM através de motores de busca e de páginas de pornografia, tanto na dark web como na web aberta. A acessibilidade favorece a exploração e a disseminação de material violento.

A pesquisa revela ainda que 35% viu ou criou MASM gerado por IA, um valor que pode estar subestimado pela incapacidade de distinguir entre imagens reais e geradas. O estudo aponta danos psicológicos associados ao uso de MASM, mesmo quando não há crianças envolvidas diretamente.

A Protect Children pede medidas urgentes para reforçar salvaguardas, segurança digital e moderação eficaz, bem como intervenções que previnam o abuso antes de se agravar. A organização mantém a necessidade de agir a nível internacional para proteger crianças online.

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