- Governo espanhol confirma a retirada de todos os militares do Iraque, cerca de 300 no total, transferidos para destino não especificado.
- A decisão sucede à retirada de cerca de 70 militares encarregados de combater o Estado Islâmico desde 2014, parte de um contingente de 71 militares do Grupo de Operações Especiais.
- A retirada será feita gradualmente nos próximos dias, anunciou a ministra da Defesa, Margarita Robles, durante uma visita à base de Los Llanos, em Albacete.
- Espanha enviou forças ao Iraque em duas ocasiões no século XXI; a mais conhecida foi a operação de 2003, associada ao Trio dos Açores, que gerou controvérsia.
- Segundo a RTVE, um soldado francês foi morto e seis feridos num ataque de drone no Curdistão iraquiano, refletindo tensões regionais ligadas a ações no Golfo.
O Governo espanhol confirmou a retirada de todas as tropas estacionadas no Iraque. Cerca de 300 militares no total serão redeployados para destino ainda não divulgado. A decisão, anunciada este fim de semana, visa responder a tensões regionais.
A retirada começou com cerca de 70 militares do Grupo de Operações Especiais, parte de uma coligação contra o Estado Islâmico desde 2014. O contingente foi deslocado no fim de semana para fora do Iraque.
A ministra da Defesa, Margarita Robles, confirmou a decisão na quarta-feira, durante uma visita à base de Los Llanos, em Albacete. A abertura ocorreu num evento de demonstração tecnológica com participação académica.
Robles afirmou que o processo de retirada será gradual ao longo dos próximos dias, sem indicar novo destino para as tropas. O país manteve a presença no Iraque desde 2014 em operações de treino e apoio.
Contexto regional
Segundo a RTVE, um soldado francês morreu e seis ficaram feridos num ataque com drone numa base no Curdistão iraquiano, na sexta-feira. A agressão é atribuída a uma milícia pró-iraniana, segundo relatos locais.
O ataque ocorre numa altura de tensões no Médio Oriente, com ações de retaliação envolvendo várias potências. Fontes diplomáticas destacam a complexidade da situação entre aliados ocidentais e grupos regionais.
A situação no Iraque reflete uma retirada estratégica que já teve precedentes no século XXI, incluindo a operação liderada pela coalizão após 2003. O impacto da retirada no equilíbrio regional permanece em avaliação.
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