- O subsecretário-geral da ONU para os Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, afirmou que o “Conselho da Paz” não substitui a ONU، nem é alternativa à organização.
- Rejeitou a ideia de rivalizar com a ONU e disse que a organização continua presente com mais de 190 países membros.
- Garantiu que não há ameaça aos formatos diplomáticos existentes e que existem conflitos suficientes que se resolvem através de esforços multilaterais.
- A situação humanitária no Médio Oriente está a deteriorar-se, com conflitos no Sudão, Gaza e Líbano a complicar a distribuição de ajuda e provocar deslocamentos.
- Alertou para o aumento potencial de migração global devido a conflitos e alterações climáticas, e mencionou a possibilidade de diálogo entre Israel e Líbano como caminho diplomático.
Tom Fletcher, Subsecretário-Geral da ONU para os Assuntos Humanitários, afirmou que o recém-anunciado Conselho da Paz não pode ser visto como alternativa à ONU. Em entrevista à Euronews, o diplomata reiterou que Washington e os seus aliados não pretendem substituir a organização global.
No mapa das relações internacionais, Fletcher sublinhou que a ONU continua a ser o organismo de referência com mais de 190 Estados-membros capaz de coordenar respostas a conflitos e crises humanitárias. Acrescentou que é natural surgirem novos formatos diplomáticos, mas sem enfraquecer a instituição.
A título contextual, o responsável destacu que o atual cenário mundial é marcado por polarização e várias crises. Enfatizou que a ONU precisa manter o mandato internacional para atuar, mesmo num ambiente geopolítico complexo e fragmentado.
A situação humanitária no Médio Oriente continua a agravar-se, com conflitos no Sudão, em Gaza e no Líbano a dificultarem a distribuição de ajuda. A região regista deslocamentos significativos e agravamento das necessidades humanitárias.
Fletcher alertou para a possibilidade de aumento de fluxos migratórios globais, motivados por guerras e alterações climáticas. Defendeu que a resposta passa pelo reforço do multilateralismo e pela cooperação entre países.
Quanto a possíveis cenários, o subsecretário falou num diálogo diplomático entre Israel e o Líbano como via para evitar uma escalada. Definiu o caminho da solução como o recurso à diplomacia, evitando violência adicional.
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