- Um homem de 51 anos foi detido em Alandroal, Évora, por suspeitas de maltratar a ex-companheira de 65, física, psicológica e sexualmente, durante o relacionamento entre 2024 e janeiro de 2026.
- O MP indicou que, após a separação, o arguido voltou a contactar a vítima e intensificou comportamentos agressivos nos últimos dias, incluindo mensagens a ameaçar matar a vítima e o uso de uma arma.
- O suspeito já tinha sido condenado, em 2019, a dois anos e cinco meses de prisão por violência doméstica contra outra mulher, com pena suspensa e regime de conduta.
- Foi apresentada a pedido de prisão preventiva, mas a decisão judicial validou a proibição de contactos, com controlo por pulseira eletrónica, bem como outras medidas de proteção à vítima.
- As medidas incluem proibição de permanecer ou aproximar-se da residência e local de trabalho da vítima, entrega de armas, frequência de programa para arguidos em violência doméstica e tratamento de dependências; as investigações continuam.
Um homem de 51 anos foi detido por suspeitas de ter maltratado a ex-companheira, com 65 anos, em Alandroal, no distrito de Évora. A detenção foi anunciada esta segunda-feira pelo Ministério Público (MP). A vítima era a ex-parceira do arguido, que estava em relação desde início de 2024 até janeiro de 2026.
Segundo o MP, o alegado arguido praticou violência física, psicológica e sexual durante o relacionamento. Após a separação, o contacto foi retomado e os comportamentos agressivos intensificaram-se nos últimos dias, incluindo mensagens de ameaça com referência a matar a vítima e uso de uma arma que terá adquirido.
O MP recorda ainda que o homem já tinha sido condenado, em 2019, a uma pena de 2 anos e 5 meses de prisão por um crime de violência doméstica envolvendo outra mulher. A pena foi suspensa na sua execução, mediante condições como tratamento de dependência de álcool e proibição de contacto.
Medidas de coação e investigação
O suspeito foi detido fora de flagrante delito e presente a primeiro interrogatório judicial na passada sexta-feira. O MP pediu prisão preventiva, mas o tribunal impôs medidas de coação que incluem a proibição de contactos por qualquer meio, com controlo através de pulseira eletrónica.
Ele permanece proibido de permanecer perto da residência e do local de trabalho da vítima, de adquirir ou usar armas, e ficou obrigado a entregar as armas que possua. Ainda deve frequentar um programa para arguidos em crimes de violência doméstica e um programa de tratamento de dependências.
As diligências continuam sob a direção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Redondo, com a colaboração da GNR.
Entre na conversa da comunidade