- Morreu, em Setúbal, no domingo, Madalena Braz Teixeira, aos 87 anos, antiga diretora do Museu Nacional do Traje entre 1983 e 2008, vítima de acidente vascular cerebral.
- Nascida em Lisboa em 1938, foi museóloga, professora universitária e investigadora nas áreas de história da arte, museologia e património cultural.
- Durante a sua direção, o Museu Nacional do Traje modernizou a museologia do traje em Portugal e valorizou o vestuário como testemunho das transformações sociais.
- publicou e coordenou vários estudos sobre a história do traje e a evolução da moda em Portugal, incluindo Moda do Século 1900-2000 (2000) e Os Primeiros Museus Criados em Portugal (1984).
- Em 2012 recebeu o Prémio Personalidade da Associação Portuguesa de Museologia, reconhecimento pelo contributo para museus, museologia e património cultural.
Madalena Braz Teixeira, antiga diretora do Museu Nacional do Traje, falleceu aos 87 anos em Setúbal, no hospital, vítima de acidente vascular cerebral. A informação foi confirmada pela família à Lusa. O óbito ocorreu no fim de semana passado.
Nascida em Lisboa, em 1938, a museóloga licenciou-se em Histórico-Filosóficas e aprofundou estudos em museologia, onde concluiu mestrado e doutoramento. Ao longo da carreira foi professora universitária e investigadora nas áreas da história da arte, museologia e património cultural.
Madalena Braz Teixeira dirigiu o Museu Nacional do Traje entre 1983 e 2008, período em que o espaço ganhou importância na museologia do vestuário em Portugal. Sob a sua liderança, valorizou o traje como testemunho das transformações sociais, políticas e culturais.
Entre as iniciativas associadas ao seu nome destacam-se a valorização da moda como documento histórico e exposições marcantes, como a Travessia sobre a época de Fernando Pessoa, que levou 120 mil visitantes, e a exibição da coroa do Príncipe de Gales, que permaneceu no museu durante três semanas.
Ao longo da carreira, a investigadora publicou e coordenou estudos sobre a história do traje e a evolução da moda portuguesa, incluindo obras como Moda do Século 1900-2000 e Os Primeiros Museus Criados em Portugal. O seu trabalho dinamizou a museologia do vestuário no país.
Além do Museu do Traje, colaborou em ações de valorização do património ligado a figuras culturais portuguesas, nomeadamente na transformação da residência de Amália Rodrigues em casa-museu. Em reconhecimento, recebeu o Prémio Personalidade, da Associação Portuguesa de Museologia, em 2012.
Em 2008, após a aposentação, a dirigente recordou ter entrado como voluntária em 1975 e, mais tarde, ter chefiado a Divisão de Museus do IPPC. O Museu do Traje encontra-se hoje encerrado temporariamente para obras de requalificação sob o Plano de Recuperação e Resiliência.
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