- No tecto da Igreja dos Jerónimos estão 15 medalhões de cobre pintados, com quase 500 anos, e com dois metros de diâmetro, instalados a 26 metros de altura.
- Estão situados nos fechos da abóbada do cruzeiro e a pintura está feita sobre folha de ouro, ainda pouco visível ao público.
- Entre os motivos aparecem esferas armilares, cruzes de Cristo, armas reais, o leão de S. Jerónimo e os quatro evangelistas, um com dedos alongados.
- O restauro da igreja, classificada como monumento nacional, chegou ao fim após treze anos de trabalhos e um investimento de cerca de três milhões de euros.
- As informações reunidas pelos conservadores restauradores serão agora estudadas.
Ao tecto da Igreja dos Jerónimos, um conjunto de 15 medalhões de cobre pintados está a chegar ao fim do restauro. Instalados a 26 metros de altura, os medalhões adotam pintura feita sobre folha de ouro, preservando símbolos históricos. O objetivo é devolver legibilidade iconográfica a estas peças quase com 500 anos.
Os medalhões exibem espirais armilares, cruzes de Cristo, armas reais e o leão de S. Jerónimo. Além disso, mostram os quatros evangelistas, com pelo menos um deles a ser retratado com dedos longos. A presença visual permanece invisível a quem passa.
O restauro, que dura há 13 anos, envolve custos próximos de três milhões de euros. Conservadores restauradores recolheram informações que, agora, vão ser estudadas para orientar etapas futuras.
Progresso do restauro
As peças destacadas continuam protegidas por condições de manutenção especial. O objetivo é assegurar a integridade da pintura sobre folha de ouro enquanto se preserva o cobre antigo.
A equipa envolve especialistas em arte sacra e conservação de metais. O estudo dos dados recolhidos deverá clarificar metodologias e prevenir deterioração adicional das peças.
O resultado final do restauro está dependente da conclusão das análises técnicas. Ainda assim, o projeto prossegue de forma cautelosa, com foco na preservação histórica do monumento nacional.
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