- A UE registou 4.671 alertas no sistema Safety Gate em 2025, o número mais alto desde o lançamento, representando +13% face a 2024.
- As autoridades nacionais emitiram 5.794 medidas de seguimento, um aumento de 35% em relação ao ano anterior.
- Os produtos mais reportados foram cosméticos (36%), brinquedos (16%) e aparelhos elétricos (11%).
- Os riscos à saúde, devido a substâncias químicas perigosas, responderam por 53% das notificações; ferimentos e asfixia também estiveram entre os motivos relevantes.
- Medidas adotadas incluem retirada de produtos do mercado, bloqueio de mercadorias nas fronteiras e remoção de anúncios online; há também foco na cooperação com autoridades chinesas para alinhamento aos padrões europeus.
O Sistema de Alerta Rápido da UE para produtos não alimentares perigosos registou em 2025 um número recorde de 4.671 alertas. Os bens abrangidos vão desde cosméticos a brinquedos e aparelhos elétricos, anunciou a Comissão Europeia.
A cifra representa um aumento de 13% face a 2024 e mais do que o dobro de 2022. Também foram emitidas 5.794 medidas de seguimento pelas autoridades nacionais, um avanço de 35% em relação ao ano anterior.
Principais dados
Cosméticos permanecem no topo das notificações em 2025, com 36% dos casos. Em seguida aparecem brinquedos (16%) e aparelhos elétricos (11%).
Mais da metade dos alertas relaciona-se com substâncias químicas perigosas (53%), seguidas por riscos de ferimentos (14%) e de asfixia (9%).
Quase 8 em cada 10 alertas de cosméticos estiveram associados à presença de BMHCA, uma fragrância sintética proibida que pode afetar o sistema reprodutivo e irritar a pele.
Pela primeira vez, houve notificações de verniz de unhas com TPO, substância proibida em 2025, associada a riscos para a saúde pré-natal e a alergias.
As medidas tomadas incluem retirada de produtos do mercado, interdição de venda nas fronteiras e remoção de anúncios online, bem como a recolha de itens já vendidos.
O sistema Safety Gate facilita a partilha rápida de informações entre autoridades de vigilância do mercado na UE e no Espaço Económico Europeu, para ações rápidas e coordenadas.
O comissário Michael McGrath indicou que muitos produtos têm origem na China e pediu maior cooperação com autoridades chinesas para alinhamento com padrões europeus.
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