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Estudo sobre sono dos peixes pode ajudar humanos a dormir

Estudo revela circuito cerebral em peixe-zebra que atua como interruptor do sono; pode abrir caminhos para tratar insónia humana

Foto: DR
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  • Descoberta identifica um circuito cerebral em peixes-zebra que funciona como interruptor biológico do sono, potencialmente útil no tratamento da insónia humana.
  • Neurónios hipotalâmicos que expressam os genes Qrfp e Pth4 foram identificados como promotores do sono.
  • O neuropeptídeo Pth4 ativa o mecanismo de promoção do sono ao inibir neurónios que promovem vigília e ao estimular os que promovem repouso.
  • Os neurónios comunicam com outras regiões do cérebro através de noradrenalina e serotonina, facilitando a transição da vigília para o sono.
  • O estudo, publicado na Current Biology, envolve o CSIC, Acuabiotec, Caltech, Universidade Estadual da Califórnia e Universidade de Exeter, e sugere que o circuito pode reflectir um sistema evolutivo antigo.

Uma equipa internacional de investigadores identificou um circuito cerebral ainda desconhecido que funciona como um “interruptor biológico” do sono em peixes-zebra. A descoberta pode ter aplicações futuras no tratamento da insónia em humanos.

O estudo, divulgado pela agência Europa Press a partir de um comunicado do CSIC na Galiza, envolveu o Instituto de Investigação Marinha do CSIC (Acuabiotec) e colaborou com investigadores da Caltech, da Universidade da Califórnia e da Universidade de Exeter.

A pesquisa, publicada na Current Biology, analisou neurónios hipotalâmicos em larvas de peixe-zebra, modelo comum em investigação biomédica pela semelhança com o cérebro humano.

Os cientistas identificaram neurónios que expressam os genes Qrfp e Pth4 como promotores do sono. Com edição genética, observaram peixes com défice de Qrfp ou Pth4 para medir o impacto no sono.

Os resultados indicam que o neuropeptídeo Pth4 ativa o sono através de um sistema duplo: inibe neurónios da vigília e estimula os que promovem o repouso, num mecanismo coordenado.

Estes neurónios comunicam com regiões profundas do cérebro via noradrenalina e serotonina, permitindo uma transição gradual entre vigília e sono, mais dinâmica do que se pensava.

A equipa descobriu que estes neurónios ficam especialmente ativos quando o peixe permanece acordado por longos períodos, integrando a necessidade de repouso. O funcionamento protege funções vitais.

Embora os humanos não possuam exatamente a mesma molécula, os autores defendem que o circuito representa um sistema evolutivo antigo partilhado por espécies diferentes, que conserva energia e equilíbrio corporal.

Implicações e próximos passos

Os investigadores destacam que a compreensão deste circuito pode abrir caminhos para novas estratégias de tratamento da insónia e de outros distúrbios do sono, ainda que-seja necessário validar em modelos adicionais.

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