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Desorganização ou falta de tempo? Psicóloga esclarece diferenças

Psicóloga distingue falta de tempo de desorganização e alerta: ajustar expectativas melhora autorregulação e reduz a autocensura

"Ajustar expectativas é mais saudável do que viver em autocensura permanente", recomenda psicóloga
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  • A psicóloga Carolina de Freitas Nunes, diretora da Cognilab, explica que a falta de tempo acontece quando as exigências ultrapassam os recursos disponíveis, enquanto a desorganização está ligada a dificuldade em priorizar, planear e executar.
  • A diferença entre os dois é clara: falta de tempo envolve agenda cheia e cansaço persistente; desorganização envolve procrastinação e tarefas iniciadas e não concluídas.
  • A pergunta-chave é saber se se está a fazer demasiado ou a gerir mal o que se faz.
  • A culpa surge frequentemente por expectativas irreais; autocompaixão não é desculpa, é autorregulação, e ajustar as expectativas é mais saudável.
  • Quando se é acusado de desorganização por falta de tempo, deve-se reflectir se há algo a melhorar e responder com assertividade: “Tenho muitas prioridades e estou a gerir o melhor possível.”

Num debate que se repete nos dias de hoje, a pergunta é se o que falha é o tempo ou a organização. A psicóloga Carolina de Freitas Nunes explica que tempo e desorganização não são exatamente a mesma coisa, mas que se interligam na prática diária.

De Freitas Nunes, diretora da Cognilab, distingue dois fenómenos: a falta de tempo ocorre quando as exigências superam os recursos disponíveis; a desorganização está ligada à dificuldade de priorizar, planear e executar. A pergunta subjacente é se se está a fazer demasiado ou a gerir mal o que se faz.

Segundo a especialista, existe uma fronteira clara entre os dois problemas. A falta de tempo resulta em agenda cheia e cansaço constante, enquanto a desorganização traduz-se em procrastinação, priorização falha e tarefas começadas que não são concluídas.

A conversa avança para a culpa que surge quando não se conseguem cumprir planos. A psicóloga aponta que essa culpa surge muitas vezes de expectativas irreais e defende que é crucial avaliar se era humanamente possível realizar tudo.

Para lidar com a culpa, a autora recomenda autocompaixão como forma de autorregulação, destacando que ajustar as expectativas é mais saudável do que cair em autocensura permanente. O objetivo é manter o equilíbrio entre o que é possível e o que se pretende alcançar.

Quando há dúvidas entre desorganização e falta de tempo, a psicóloga sugere uma reflexão inicial sobre possível melhoria. Se existir margem de melhoria, deve apostar-se nessa linha; se não houver, é válido responder com clareza que há várias prioridades e que se está a gerir o melhor possível. Nem tudo o que é diferente é desorganizado.

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