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Cooperativas renascem e resistem contra o pessimismo e o engano

Cooperativas de habitação económica ganham ímpeto na crise, mas esperam financiamento prometido; o último prédio da Sete Bicas abriu em 2008

Membros da cooperativa Brejos Faria, que vai construir 18 habitações na freguesia de Alhos Vedros, município da Moita
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  • No contexto de uma crise habitacional contínua, as cooperativas de habitação económica ganham novo ímpeto, apesar de ainda aguardarem promessas de medidas de financiamento.
  • O último prédio da Sete Bicas foi inaugurado em 2008, marcando o fim de um ciclo de construção pela co-operativa na região norte.
  • A crise financeira acelerou a transformação do imobiliário para o activo especulativo, contribuindo para a atual crise habitacional.
  • As cooperativas, presentes em Matosinhos, Porto e Gondomar, já desenvolveram centenas de fogos ao longo de décadas, oferecendo habitação a custos controlados.
  • Guilherme Vilaverde, fundador e atual presidente, afirma que a cooperação poupou milhares de euros aos utentes.

A cooperativa de habitação económica está a ganhar impulso num contexto de crise habitacional persistente. O movimento aparece como resposta ao aumento de preços e à procura de soluções a custo controlado, com foco no norte do país.

O último edifício da Sete Bicas foi inaugurado em 2008, marcando o início de uma fase de transformação do imobiliário para o activo especulativo. A partir daí, a cooperação habitacional construiu centenas de fogos na região norte, nomeadamente em Matosinhos, no Porto e em Gondomar.

Guilherme Vilaverde, fundador da cooperativa, é hoje o seu presidente. Em declarações anteriores, afirma que a estratégia permitiu poupar milhares de euros aos beneficiários, mantendo custos acessíveis ao longo de décadas.

A realidade atual aponta para uma nova atracção pela habitação económica, ainda que o sector dependa de medidas de financiamento prometidas há anos e que ainda não chegaram. A incerteza financeira esbarra na necessidade de apoio público estável.

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