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Cientistas reprogramam pela primeira vez células antitumorais

Reprogramação de células NK abre caminho para novas abordagens de imunoterapia celular, com potencial para tratar cancro e doenças autoimunes

Cientistas
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  • Cientistas, coordenados pela Universidade de Coimbra (UC) e pela Universidade de Lund (Suécia), reprogramaram pela primeira vez em laboratório células Natural Killer (NK) do sistema imunitário.
  • A reprogramação foi efetuada através de uma nova plataforma que ajuda no mapeamento e na reprogramação de células imunitárias.
  • A ferramenta disponibiliza uma biblioteca com mais de quatrocentos fatores de transcrição, identificados por códigos de barras, para rastrear quais promovem a reprogramação.
  • A pesquisa permite programar células NK e também identifica fatores que melhoram a reprogramação de tipos celulares já conhecidos, abrindo caminho para imunoterapia celular.
  • Os investigadores criaram um mapa-guia dos fatores que controlam a formação de diferentes linhagens de células imunitárias, com potencial futuro para terapias em cancro e doenças autoimunes.

A reprogramação de células do sistema imunitário foi feita pela primeira vez em laboratório, com foco nas células Natural Killer (NK). O estudo é coordenado pela Universidade de Coimbra (UC) e pela Universidade de Lund (Suécia), no Centro de Neurociências e Biologia Celular da UC (CNC-UC).

A investigação, apresentada pela UC numa nota oficial, utiliza uma plataforma experimental que facilita o mapeamento e a reprogramação de células imunitárias. Foi criada uma biblioteca com mais de 400 fatores de transcrição para identificar combinações que promovam a geração de NK e de outros tipos de células imunitárias.

Carlos-Filipe Pereira, líder do CNC-UC, destacou que a ferramenta permite testar várias combinações simultaneamente, acelerando o processo de obtenção de células imunitárias em laboratório. A plataforma também identifica fatores para melhorar a reprogramação de células já conhecidas.

Imunoterapia e implicações

A UC salienta que a imunoterapia é promissora, mas nem todos os tumores respondem de igual forma. A possibilidade de produzir células NK em laboratório pode ampliar o leque terapêutico e reduzir falhas em pacientes com determinados perfis tumorais.

Os investigadores construíram ainda um mapa-guia dos fatores que controlam a formação de diferentes linhagens de células imunitárias, útil para gerar células para imunoterapia. A abordagem funciona como uma caixa de ferramentas para criar células a partir de fontes mais acessíveis, como pele.

No futuro, a estratégia pode permitir gerar células que ajudem o sistema imunitário a atacar o cancro e, em princípio, ensinar o sistema imunitário a não atacar o próprio corpo, abrindo caminho a terapias para doenças autoimunes.

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