- Voo da Emirates do Dubai para Lisboa está previsto aterrar às 19h30 de quarta-feira, em Lisboa, após interrupção do espaço aéreo na região do Golfo.
- O encerramento decorre do início do bombardeamento do Irão pelos EUA e por Israel, que provocou disrupção na circulação aérea.
- Em Abu Dhabi, a Embaixada de Portugal avisou sobre a possível realização de voos para Portugal, com bilhetes à venda mas sem garantia de operação.
- Hoje, o voo inicialmente marcado para chegar às 12h foi cancelado; mantém-se outro com aterragem prevista para as 19h30.
- O Dubai informou que a retoma da operação será limitada no final do dia, com poucas ligações disponíveis, enquanto as companhias locais reforçam operações para repatriamento.
O voo da Emirates, proveniente de Dubai, está previsto aterrar no aeroporto de Lisboa às 19h30 desta quarta-feira. A operação sucede a uma interrupção do espaço aéreo na região, motivada pelo conflito entre os EUA, Israel e o Irão.
A rede de ligações aéreas tem estado interrompida desde o início do bombardeamento, o que gerou disrupção significativa nas rotas do Golfo. O Portal Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros indicou, ontem, que a Embaixada de Portugal em Abu Dhabi mencionou a possibilidade de voos para Portugal com bilhetes disponíveis, mas sem garantia de operação.
Pelas 12h30 de hoje, o site da ANA-Aeroportos mostrou o cancelamento do voo inicialmente previsto para chegar a Lisboa às 12h, mantendo, no entanto, outro serviço com chegada às 19h30, vinte minutos após o horário inicialmente indicado.
Contexto operativo
No Dubai, o maior hub mundial continua com uma mensagem estável: a operação será retomada ao final do dia, de forma limitada, após uma interrupção total provocada pelo conflito. O movimento de voos envolve sobretudo Emirates, com a Flydubai a operar algumas ligações internas e regionais.
Com o espaço aéreo de vários países do Golfo ainda fechado, voos limitados têm sido usados para repatriação de cidadãos ou para ligações para cidades europeias como Londres, Paris e Frankfurt. A disponibilidade de voos continua dependente da evolução da situação na região.
Impactos no mercado e alternativas
Segundo o Financial Times, a Etihad já tem operativo alguns voos, enquanto a Qatar Airways mantém as aeronaves no solo, com o espaço aéreo ainda fechado. Agências de viagens também relatam que alguns passageiros recorrem a trajetos por países vizinhos, como Egito, Omã ou Arábia Saudita, com aumento de custos de transporte.
As companhias aéreas listadas em bolsa sofrem pressão imediata pela disrupção, em paralelo com a volatilidade do preço do petróleo. No entanto, a sessão mostra algum alívio, com ações de operadores europeus a recuperar parte das perdas, como Air France-KLM, Lufthansa e IAG.
Entre na conversa da comunidade