- Tricia Tuttle manterá a direção do Festival de Berlim (Berlinale) após uma semana e meia de incertezas e críticas do Governo alemão.
- O ministro da Cultura, Wolfram Weimer, anunciou que haverá novas “recomendações” para o festival, incluindo a criação de um novo fórum consultivo e um código de conduta transversal aos eventos culturais.
- A Berlinale afirma que as recomendações são “em definitivo” recomendações e não condições, cabendo à própria direção decidir como as aplicar.
- As tensões surgiram após manifestações de apoio à Palestina por parte de alguns participantes, num contexto de críticas à alegada politização do festival.
- A comunidade internacional de cinema mostrou apoio a Tuttle, com cartas de cineastas e de diretores de festivais a defenderem a independência da direção face ao governo alemão.
O Festival de Cinema de Berlim mantém Tricia Tuttle na direção, após uma semana e meia de controvérsia. O Governo alemão disse que a edição não foi politizada, mas pediu orientações para o futuro. A Berlinale continua sob escrutínio político e cultural.
A decisão foi tomada pela Comissão de Cultura do Parlamento Alemão, após reunião com o ministro da Cultura, Wolfram Weimer. A chefe da Berlinale assegurou a continuidade no cargo, enquanto se avançam novas recomendações para o festival.
O que mudou envolve a potencial aplicação de um novo código de conduta e a criação de um fórum consultivo. O objetivo é alinhar o festival a diretrizes nacionais para eventos culturais, sem comprometer a independência da direção.
A controvérsia nasceu das manifestações de apoio ao povo palestiniano feitas por alguns participantes na edição que terminou a 22 de fevereiro. Abdallah Al-Khatib criticou o Governo alemão e gerou debates sobre responsabilidade institucional.
A Berlinale, em nota oficial, afirmou que as recomendações são orientações, não condições. A direção do festival disse que irá analisar as propostas e que a decisão final caberá apenas a si.
Apesar da tensão, Tuttle recebeu apoio de numerosos profissionais do cinema. Uma carta com mais de 700 signatários e outra, assinada por 32 diretores de grandes festivais, manifestaram solidariedade à gestão atual.
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