- Dezenas de técnicos de saúde protestaram, nesta quarta-feira, em frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa, a pedir negociações dos contratos de trabalho e das carreiras pendentes desde 2023.
- A coordenadora nacional da Federação Nacional Sindical de Servidores em Funções Públicas afirmou que trabalhadores estão a receber salários abaixo do previsto para o tempo de serviço e que não há vontade política para resolver as questões.
- O protesto ocorreu na Avenida João Crisóstomo, com a via cortada ao trânsito, onde foram erguidos cartazes com mensagens a pedir negociação dos acordos coletivos.
- Foi entregue um abaixo-assinado com mais de 6.700 assinaturas, exigindo a abertura da negociação dos acordos coletivos para técnicos auxiliares de saúde, técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica e técnicos superiores de saúde.
- A dirigente garantiu que o Governo ainda não recebeu a Federação e que a luta pode continuar com novos protestos, conforme a vontade dos trabalhadores.
Dezenas de técnicos de saúde realizaram um protesto em frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa, nesta quarta-feira. Exigiram negociações urgentes dos contratos de trabalho e das carreiras, algumas pendentes desde 2023, com foco na melhoria de condições e progressão na carreira.
A coordenadora nacional da área da saúde da FNSTFPS informou que várias matérias precisam de negociação, incluindo a contratação de trabalhadores, e criticou a ausência de vontade política para resolver as questões que afetam salários e progressões. As reivindicações permanecem sem resposta.
Os protestos ocorreram por volta das 11h30, na Avenida João Crisóstomo, com faixas e palavras de ordem exigindo negociação dos acordos coletivos. O movimento reclama que muitos profissionais acumulam décadas de serviço sem progressão adequada.
Destaque foi dado a profissionais que recebem pouco acima do salário mínimo e que já pedem esclarecimentos sobre pontos de progressão que teriam desaparecido ao longo dos anos. Há relatos de que ainda não há um Acordo Coletivo vigente para várias categorias.
Outra crítica refere-se à valorização profissional: técnicos que cumprem 40 horas semanais sem o reconhecimento de direitos anteriormente conquistados, devido à ausência de acordo. A falta de material e condições de trabalho também foi apontada.
Uma técnica superior de farmácia denunciou atrasos em concursos para aquisição de medicamentos e materiais, associando os bloqueios à tutela. No decorrer da concentração, foi entregue um abaixo-assinado com mais de 6.700 assinaturas exigindo a abertura de negociações setoriais.
Segundo a dirigente, a federação não foi recebida pelo Governo, e a manifestação encerrou por volta das 12h30 com a reabertura da via. A dirigente afirmou que a luta continua, com novos protestos a depender da vontade dos trabalhadores.
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