- A OCDE afirma que o conflito no Médio Oriente pode pressionar mais os mercados de dívida, apesar da resiliência inicial observada tanto para dívida soberana como corporativa.
- O diretor Carmine di Noia disse que o conflito pode pressionar as taxas de juros, particularmente a partir do aumento de preços de gás e petróleo.
- O relatório aponta que a incerteza elevada nos mercados aumenta a pressão sobre as negociações de dívida e sobre as tendências subjacentes.
- Há maior presença de investidores institucionais, o que aumenta a liquidez mas também a volatilidade dos mercados de dívida.
- A retirada parcial dos bancos centrais dos seus balanços reduz a procura por títulos de longo prazo, elevando a necessidade de renovação da dívida e o risco de volatilidade.
A OCDE afirma que o conflito no Médio Oriente pode pressionar ainda mais os mercados de dívida, apesar da resiliência inicial observada para dívida soberana e corporativa. A organização destaca que o atual cenário geopolítico altera o ritmo das negociações e a percepção de risco.
Carmine di Noia, responsável pela área de Assuntos Financeiros e Empresariais da OCDE, garante que, desde o início do conflito, os mercados de dívida têm mostrado forte resiliência, mas admite pressão sobre as taxas de juros.
O relatório anual da OCDE aponta ainda que o aumento dos preços do gás e do petróleo pode elevar a inflação acima do previsto, o que pode influenciar a política monetária mundial. O contexto aumenta a incerteza nos mercados.
O documento analisa a presença crescente de investidores institucionais, como fundos, que, apesar de trazerem liquidez, elevam a volatilidade dos mercados. A tendência aparece em meio a uma retirada parcial de balanços por bancos centrais.
Perspetivas para a dívida soberana
A OCDE sublinha que a entrada de novos players está associada a menor procura por títulos de longo prazo, especialmente os com maturidades superiores a dez anos, o que obriga governos a renovarem dívida com maior frequência.
Esta renovação pode ampliar a vulnerabilidade a choques, aumentando a volatilidade de mercados de dívida soberana. Perante isso, a OCDE recomenda monitorização próxima das condições financeiras globais.
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