- 14 famílias da Associação de Moradores de Massarelos foram contactadas pela Metro do Porto para deixarem temporariamente as suas habitações por três meses, face ao risco de queda de objetos da construção do tabuleiro da Ponte Ferreirinha.
- A medida, prevista desde o início da obra, foi comunicada agora de forma administrativa, sem que responsáveis da Metro ou da Câmara tenham assumido publicamente a decisão junto dos moradores.
- O texto levanta questões sobre se outras áreas, incluindo prédios mais a sul e a marginal, também vão ser desalojadas e exige respostas rápidas da Metro do Porto e da Câmara Municipal.
- Recorda ainda que, no início do século, as obras do metropolitano levaram a reuniões com moradores e a realojos temporários em hotéis, às expensas da Metro, para mitigar impactos.
- Apela a um tratamento digno dos moradores e à defesa dos cidadãos, criticando a ausência do executiva de Pedro Duarte e da Junta de Massarelos e pedindo que não sejam esquecidos pelos responsáveis autárquicos.
A massa de Massarelos ficou em alerta devido a uma nova etapa da construção da Ponte Ferreirinha. Segundo informações recebidas, a Metro do Porto contactou 14 famílias residentes no bairro para abandonarem temporariamente as suas habitações durante três meses. A evacuação está ligada ao risco de queda de objetos no tabuleiro da ponte, previsto desde o início da obra.
O pedido de realojamento surge numa fase avançada do projeto, que envolve obras de grande envergadura financiadas pela Câmara Municipal. A comunicação foi feita de forma administrativa, sem presença de responsáveis da Metro do Porto ou das autarquias em contacto direto com os moradores.
A situação levanta questões sobre o impacto para moradores dos prédios situados mais a sul, que poderão ficar sob a área de influência da obra. Permanece dúvida sobre interrupções da marginal e sobre quem arca com os custos de realojos adicionais.
Contexto histórico
Entre as primeiras fases do metro, as obras decorriam 24h por dia, com licenças especiais de ruído atribuídas pelo então vereador do Ambiente da Câmara do Porto. Foram realizadas reuniões com moradores para mitigar impactos, incluindo realojos temporários a expensas da Metro.
Questões pendentes
ComUNICações sobre quem fica responsável por eventuais novas medidas de mitigação ainda não foram apresentadas. O município e a Metro do Porto são solicitados a esclarecer quais áreas sofrerão maiores restrições e como será assegurada a dignidade dos moradores durante o período de obras.
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