- Após denúncias recebidas em fevereiro de dois mil e vinte e cinco, nove jovens polícias foram detidos por alegadas torturas na esquadra do Rato; dois dos primeiros detidos, Guilherme Leme e Óscar Borges, já estão acusados e em prisão preventiva.
- Nesta quarta-feira, a 11.ª Secção do DIAP deteve mais sete agentes da PSP, com no máximo trinta anos, vindos de várias zonas (Grande Porto, Margem Sul do Tejo, Chelas e Madeira).
- Existem provas que ligam os sete detidos a atos de tortura, com pelo menos seis vítimas identificadas; há também ligações em mensagens de WhatsApp entre eles.
- Dos sete detidos, quatro ainda se encontravam na esquadra do Rato; vão ser apresentados a juiz para aplicação de medidas de coação por crimes de tortura, violação, abuso de poder e ofensas à integridade física qualificadas.
- A Inspeção-Geral da Administração Interna investiga quem viu os vídeos e fotografias dos atos, já resultando em três processos disciplinares; o MP realizou 16 buscas durante as diligências.
Em fevereiro de 2025, denúncias recebidas pela hierarquia do Comando de Lisboa acusaram atos graves de tortura a detidos na esquadra do Rato. Dois agentes já tinham sido detidos e acusados, incluindo tortura e violação. Nesta quarta-feira, a 11.ª Secção do DIAP deteve mais sete agentes da PSP.
Os sete detidos têm, no máximo, 30 anos. Cinco são de regiões distintas de Portugal, incluindo o Grande Porto, Margem Sul, Chelas e a Madeira, onde se encontra Guilherme Leme. Em 2024, de acordo com a acusação, todos terão estado na esquadra do Rato, com provas de tortura contra várias vítimas.
Além de provas ligadas aos atos, há ligações por mensagens no WhatsApp entre os suspeitos. A PSP continua o inquérito, com indícios de práticas semelhantes noutras esquadras, e os dados recolhidos sinalizam uma rede maior do que a prevista.
IGAI investiga quem viu vídeos
A Inspeção Geral da Administração Interna investiga quem assistiu aos vídeos e imagens dos abusos, partilhados em grupos de telemóvel. A investigação já deu origem a três processos disciplinares.
Sete suspeitos foram detidos de forma coordenada pelo MP e PSP, fora dos locais de trabalho habituais. Cada detenção contou com a presença de um magistrado, e foram realizadas 16 buscas, domiciliárias e não domiciliárias.
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