- Associações de agências estimam entre 400 e 1000 portugueses retidos na zona de conflito no Irão, com mais de mil a terem dificuldades em regressar.
- A Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) aponta para mais de mil pessoas afetadas, enquanto a Associação Nacional de Agências de Viagens (ANAV) fala em cerca de 500.
- O repatriamento depende da abertura do espaço aéreo; voos esporádicos já foram realizados a partir de Abu Dhabi e Dubai, e o regresso aguarda condições operacionais estáveis.
- O setor antecipa aumentos de custos e maior procura por destinos fora da zona de conflito, devido a desvios de rotas, contratação de alojamento e seguros.
- Observa-se pressão sobre preços devido à capacidade reduzida, com potenciais alterações de rotas e procura por destinos neutros ou alternativos no Mediterrâneo Oriental.
Entre clientes de agências e viajantes independentes, associações estimam entre 400 e 1.000 portugueses retidos na região do conflito no Irão. A APAVT aponta mais de mil com dificuldades de regresso, devido ao espaço aéreo condicionado. A ANAV fala em cerca de 500, sobretudo entre zonas afectadas.
As informações são dinâmicas e estão a ser recolhidas pelas entidades. O repatriamento depende da abertura de voos e de condições de segurança nos espaços aéreos afetados, com voos esporádicos já realizados desde Abu Dhabi e Dubai.
A APAVT acompanha os clientes para gerir as condições de estada e planeamento de regresso, em contacto com a Secretaria de Estado das Comunidades e integrando um Gabinete de Crise na Confederação Europeia das Agências de Viagens. A ANAV realça que muitos apuram pedidos de apoio fora das redes de agências.
Repatriamento e dinâmicas de voos
O repatriamento ocorrerá assim que os voos possam chegar e sair das zonas em War, assegurando a máxima segurança. Agências reportam partidas previstas para os próximos dias, condicionadas pela situação no terreno e por limitações do espaço aéreo.
O que se tem vindo a regist ar é uma pressão sobre os custos de viagem, com aumentos esperados se o conflito se prolongar. Desvios de rotas, necessidade de novas reservas de alojamento e maior procura por destinos alternativos devem impactar preços.
Perspetivas de mercado e destinos alternativos
Aumentos de custos e volatilidade no mercado de viagens são realçados pela ANAV. O setor prevê maior procura por destinos neutros ou fora da zona de conflito, incluindo opções no Mediterrâneo Oriental e, potencialmente, Caraíbas e Sudeste Asiático, conforme evolução do espaço aéreo.
Para já, os portugueses retidos enfrentam incerteza operacional, com aeroportos e ligações condicionados. Analistas ambientais indicam que a procura pode deslocar-se para rotas alternativas e hubs como Dubai, Doha, Abu Dhabi, Telavive, Beirute e Riade.
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