- O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão deve abalar o turismo no Médio Oriente e no Golfo, com restrições de voos e avisos de viagem a destinos como Israel, EAU e Qatar.
- Um relatório de Tourism Economics estima que as chegadas de turistas ao Médio Oriente possam cair entre 11% e 27% em 2026, face ao cenário anterior, com uma perda de 34 a 56 mil milhões de dólares em despesas de visitantes.
- Em termos globais, isso traduzirá numa diminuição de 23 a 38 milhões de visitantes internacionais face ao cenário de base, e num retalho de 29 a 48 mil milhões de euros, devido ao impacto prolongado na perceção.
- Os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) serão os mais afetados, com os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita especialmente vulneráveis pela dependência de ligações aéreas e pelo grande fluxo internacional.
- Apesar da gravidade, especialistas destacam a resiliência do setor e a possibilidade de recuperação rápida assim que haja estabilidade, com o Médio Oriente a atuar como hub de tráfego global.
O setor do turismo no Médio Oriente e no Golfo enfrenta uma escalada de turbulência devido ao conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão. A situação levou a avisos de viagem e restrições de voos, com o espaço aéreo da região a permanecer fechado em parte. As viagens não essenciais para Israel, Emirados Árabes Unidos e Qatar têm vindo a ser desincentivadas. Viajantes em destinos como Dubai e Doha tentam regressar usando os poucos voos de repatriação ainda em operação.
Um relatório da Tourism Economics prevê impactos significativos no turismo regional. A estimativa é de que as chegadas de turistas ao Médio Oriente possam recuar entre 11% e 27% em 2026, face a cenários anteriores. A perda em visitantes internacionais pode chegar a 34 a 56 mil milhões de dólares, com efeitos duradouros na perceção de segurança.
Impacto por país e perspetiva de recuperação
Os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) deverão sofrer as maiores perdas, dada a sua vivência de volumes elevados de visitantes. Os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita são particularmente vulneráveis pela dependência de ligações aéreas. O Qatar e o Bahrein registam impactos menores por dependerem mais de transportes terrestres.
A Tourism Economics aponta que o Médio Oriente funciona como hub de tráfego global, respondendo por cerca de 14% da atividade de trânsito internacional. A perturbação pode provocar efeitos em cadeia em rotas entre Europa e Ásia-Pacífico, com impactos indiretos fora da região.
Apesar da gravidade, especialistas destacam a resiliência histórica do setor. A recuperação tende a ocorrer assim que a estabilidade retornar, com ganhos rápidos de procura. Analistas internacionais reiteram a importância de manter a estabilidade económica para mitigar impactos na procura.
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