- Um homem, Paul Quinn, de 51 anos, começa a ser julgado no Reino Unido por dois crimes de violação ocorridos em 2003, com tentativa de estrangulamento e agressão com intenção de causar ofensa grave.
- A acusação defende que o agressor era um completo desconhecido da vítima, que foi atacada numa zona isolada junto a uma ponte sobre uma autoestrada.
- O caso esteve na origem de um dos mais grave erros judiciais britânicos, levando à condenação injusta de Andrew Malkinson, que passou mais de dezessete anos na prisão pelo crime.
- A vítima sofreu duas violação, estrangulamento até perder os sentidos e uma fratura facial provocada por um golpe, segundo o The Guardian.
- Novos testes forenses detectaram ADN de Paul Quinn na roupa e no corpo da vítima, e o Ministério Público diz que não há explicação plausível para a presença desse ADN.
Um homem está a ser julgado no Reino Unido por dois crimes de violação ocorridos em 2003, um com tentativa de estrangulamento e outro de agressão com intenção de causar ofensa grave. Paul Quinn, 51 anos, nega as acusações. O caso surge numa sequência de um dos erros judiciais mais graves da história recente, que levou à condenação de Andrew Malkinson, que cumpriu mais de 17 anos de prisão.
Segundo o jornal The Guardian, a vítima sofreu violência sexual severa, incluindo duas violação, estrangulamento e uma fratura facial após um golpe. A acusação sustenta que o agressor era desconhecido da vítima e a seguiu até uma área isolada perto de uma ponte sobre uma auto-estrada, onde atacou de surpresa, removendo-a da vista de transeuntes.
A polícia inicialmente ligou o crime a Andrew Malkinson com base em descrições da vítima. Ele entretanto não apresentava uma marca no rosto que a vítima referia. Na altura, Malkinson era segurança num centro comercial e foi detido após indicar planos de viagem aos Países Baixos, o que levantou suspeitas.
As identificações em tribunal envolveram duas testemunhas que afirmaram ter visto o agressor suar no local, mas ficou provado que uma das testemunhas tinha inicialmente identificado outro homem. A acusação reconheceu que as identificações foram erros “honestos e genuínos”.
Provas forenses
Novos testes de ADN terão detectado a presença de Paul Quinn na roupa e no corpo da vítima. O Ministério Público sustenta que não existe explicação alternativa plausível para a correspondência genética encontrada.
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