- A APAVT indica que haverá mais de mil portugueses com dificuldades em regressar devido ao conflito no Irão; a ANAV aponta cerca de 500.
- O repatriamento será efetuado assim que o espaço aéreo o permitir, com voos esporádicos já realizados a partir de Abu Dhabi e Dubai.
- Os custos das viagens devem subir, devido a desvios de rotas, necessidade de novos alojamentos e procura crescente por novos destinos; há mais pedidos de adiamentos e remarcações do que de cancelamentos.
- Os destinos mais afetados são os hubs do Médio Oriente e escalas próximas: Dubai, Doha, Abu Dhabi, Telavive, Beirute e Riade.
- A evolução do conflito vai influenciar as rotas; pode haver substituição por destinos neutros (Carjúbas, Sudeste Asiático, Oceano Índico) ou trocas regionais para Turquia, Grécia, Chipre ou Egito, com menor probabilidade de Espanha, Canárias, Portugal, Marrocos e Tunísia.
O impacto da guerra no Irão continua a afectar o retorno de turistas portugueses. A APAVT aponta mais de mil viajantes com dificuldades de regressar, enquanto a ANAV indica cerca de 500. A informação está a ser recolhida de forma dinâmica pelas associações.
Segundo o presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, os dados ainda são parciais, mas há clientes em zonas de conflito e com regresso dificultado pelo espaço aéreo condicionado. A APAVT acompanha a situação de perto.
Miguel Quintas, da ANAV, adianta contactos diários com clientes e refere que existem entre 400 e 500 portugueses nas zonas afetadas, muitos não clientes de agências a pedirem informações. Repatriamento depende das condições de voo.
O repatriamento ocorrerá assim que os voos possam chegar às zonas conflitadas, sempre com a devida segurança. Existem voos esporádicos já realizados desde Abu Dhabi e Dubai, segundo informações recolhidas.
A APAVT afirma que as agências acompanham os clientes para gerir a estada e programar regressos conforme o espaço aéreo disponível. As associações mantêm contacto com a Secretaria de Estado das Comunidades e integram um Gabinete de Crise na Confederação Europeia.
Aumento dos preços
A ANAV alerta para o aumento de custos com viagens, caso o conflito se prolongue. Destinos fora da zona de conflito podem ilustrar custos mais elevados pela aviação, desvios de rotas e necessidade de alojamento. A procura por novos destinos também pressiona preços.
A APAVT aponta pressão sobre os preços devido à capacidade limitada e à necessidade de reacomodar passageiros, gerando condições comerciais mais voláteis. O impacto pode refletir-se em tarifas para opções remanescentes.
Costa Ferreira indica ainda que havendo dificuldades, podem ocorrer cancelamentos de partidas nos próximos dias devido a condições nos destinos ou ao espaço aéreo restrito. O repatriamento enfrenta incertezas operacionais.
Quintas acrescenta que há um aumento de pedidos de adiamentos e remarcações nas últimas 48 horas, com o principal motivo a incerteza operacional. Aeroportos e rotas estão condicionados, e podem surgir ligações desfeitas.
Os destinos mais afetados são os do corredor de risco e os hubs que multiplicam itinerários, como Dubai, Doha, Abu Dhabi, Telavive, Beirute e Riade, ainda que muitos dependam de escalas.
Destinos alternativos
Para os próximos meses, as perspetivas dependem da evolução do conflito e das restrições de espaço aéreo. Mantém-se uma elevada incerteza e volatilidade nas rotas que passam pelo Médio Oriente.
Se o conflito se prolongar, os interessados poderão deslocar-se para destinos de substituição. As opções incluem voos de longa distância para regiões consideradas seguras, como Caraíbas, Sudeste Asiático e Oceano Índico.
Também se antecipa uma possível mudança de região, com quem ia para o Golfo/Levantina a considerar a Turquia, a Grécia, o Chipre ou parte do Egito. A opção de sol e praia em Espanha, Canárias, Portugal, Marrocos e Tunísia é menos provável.
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