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Grávida da Murtosa tem juiz exclusivo

Juiz do Porto pediu 30 dias de suspensão de distribuição de processos para analisar recursos da absolvição de Fernando Valente no caso da grávida da Murtosa

Fernando Valente foi absolvido na primeira instância
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  • O juiz desembargador do Tribunal da Relação do Porto pediu suspensão da distribuição de processos como relator por 30 dias, para se dedicar ao caso.
  • O processo envolve o desaparecimento da grávida da Murtosa, Mónica Silva, em 2023, cuja morte está associada a Fernando Valente, absolvido na primeira instância.
  • O Ministério Público e a família da grávida recorreram, pedindo condenação a 25 anos de prisão; a defesa de Valente mantém a absolvição.
  • O requerimento foi aceite, permitindo ao magistrado analisar três recursos, incluindo um com 844 páginas, e várias nulidades e impugnações de matéria de facto.
  • O juiz justifica a necessidade de pelo menos 30 dias para uma análise concentrada e exclusiva, face à complexidade e ao volume de provas e testemunhos.

O juiz desembargador do Tribunal da Relação do Porto pediu, na semana passada, suspensão de distribuição de processos como relator por 30 dias. O objetivo é analisar recursos no processo de desaparecimento de Mónica Silva, grávida de oito meses na Murtosa, país, que acabou por absolver Fernando Valente, considerado principal suspeito pela Polícia Judiciária e pelo Ministério Público.

O pedido foi aceite, mantendo o magistrado livre para se dedicar ao caso. Valente foi absolvido em primeira instância, decisão que motivou recursos do MP e da família da vítima. O pedido de condenação aponta para 25 anos de prisão, enquanto a defesa sustenta a absolvição do empresário.

O motivo invocado pelo desembargador é a complexidade dos recursos. Serão analisados três recursos, com um total de várias nulidades e impugnações à matéria de facto, envolvendo documentação, perícias, declarações e depoimentos de dezenas de testemunhas. O MP apresenta um recurso de 844 páginas.

Segundo o juiz, é necessária uma reflexão concentrada para apreciar e decidir os recursos. O caso envolve ainda questões relativas a indemnizações, bem como as consequências penais aplicáveis ao arguido. O desfecho depende da análise detalhada de todo o conjunto probatório.

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