- O Governo quer ligar a linha Casa Branca-Beja à Base Aérea n.º 11 (BA11) de Beja, como parte de um investimento na mobilidade militar, e não como uma variante de Cuba a Beja.
- A ligação à BA11 faz parte do eixo de mobilidade militar e está a ser estudada pela Infraestruturas de Portugal, com soluções alternativas já a ser analisadas para o projeto subsequente à modernização da linha Casa Branca-Beja.
- O Executivo pediu também ao IP um estudo prévio para a modernização da ligação Beja-Funcheira (Ourique), criado para garantir redundância na acessibilidade ao Porto de Sines.
- O troço Beja-Funcheira pode integrar uma eventual ligação de alta velocidade ao Algarve.
- Ministérios das Infraestruturas e Habitação e do Ambiente e Energia preparam uma resolução do Conselho de Ministros para aprovar a despesa da obra Casa Branca-Beja, com 20 milhões a integrar o programa Alentejo 2030 e fundos substitutos de Sustentável 2030 e Fundo Ambiental.
O Governo quer ligar a Base Aérea n.º 11 (BA11) de Beja a uma ligação ferroviária, em conjunto com a modernização da linha entre Casa Branca e Beja. A informação foi dada nesta quarta-feira por Hugo Espírito Santo, secretário de Estado das Infraestruturas, durante uma audição na comissão parlamentar de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação.
O objetivo é conectar a rede ao aeroporto militar, considerando a linha que está a ser renovada como ponto de partida. O discurso incidiu na natureza do troço Casa Branca-Beja como parte de um eixo de mobilidade militar, incluindo a ligação à BA11.
Segundo o secretário de Estado, a Infraestruturas de Portugal (IP) já foi mandatada para estudar soluções alternativas que garantam a ligação, em projeto subsequente ao da modernização da ligação Casa Branca-Beja.
Contexto europeu e financiamento
Hugo Espírito Santo referiu a necessidade de redundância na capacidade de acesso ao Porto de Sines. O Governo propõe também o estudo prévio da modernização Beja-Funcheira, em Ourique, desativada há anos, para reforçar a rede de transporte.
O governante afirmou que ministérios envolvidos preparam uma resolução do Conselho de Ministros para aprovar a despesa e a plurianualidade do troço Casa Branca-Beja. A medida deverá ficar finalizada nos próximos dias.
A resolução deverá incorporar 20 milhões já previstos no programa Alentejo 2030, substituindo fundos de 60 milhões de outros programas por verbas do Sustentável 2030 e do Fundo Ambiental.
Perspetiva de mobilidade militar na UE
Em paralelo, a Comissão Europeia avançou, em novembro, com uma proposta de agilizar a mobilidade das forças armadas na UE, incluindo a criação de um espaço Schengen militar até 2027. O objetivo é mapear 500 projetos prioritários nos corredores de mobilidade militar.
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