- Funcionária antiga de um lar ilegal na Maia afirmou em tribunal ter testemunhado maus-tratos a três idosos entre 2023 e 2024.
- A proprietária, Maria de Fátima (62 anos), está a ser julgada no Tribunal de Matosinhos; os episódios envolveram bofetadas na cara de idosas de 80, 91 e 92 anos.
- Ruth Carvalho relatou que a proprietária batia na boca da idosa Fernanda como represália, ocorrendo várias pancadas num único dia.
- Dois militares da Guarda (GNR) concluíram que houve falhas na investigação, incluindo uma falha na transcrição de um áudio que atribuiu as agressões à arguida.
- O Ministério Público pediu uma indemnização de dois mil euros para cada vítima; Maria de Fátima é acusada de quatro crimes de maus-tratos, dois deles contra a mesma pessoa.
Foi neste quarta-feira que o Tribunal de Matosinhos começou a julgar Maria de Fátima, proprietária de um lar ilegal na Maia, acusada de maus-tratos a idosas. A antiga funcionária relatou, em tribunal, que testemunhou agressões a utentes. O caso envolve três idosos e decorre entre 2023 e 2024.
Ruth Carvalho, antiga funcionária, afirmou que viu a dona Fátima bater na boca de uma residente, com ações consideradas represálias. A testemunha descreveu várias pancadas num único dia e referiu que a idosa Fernanda era alvo de ataques adicionais quando a arguida estava nervosa.
A acusação sustenta que os maus-tratos afetaram três idosas, com idades de 80, 91 e 92 anos, que teriam sido agredidas com bofetadas na cara. Segundo os relatos, os utentes temiam a proprietária, que proferia insultos de forma frequente diante de outros pacientes e funcionários.
Processo e diligências
Dois militares da Guarda Nacional Republicana testemunharam na investigação, apontando falhas, entre elas na transcrição de um áudio em que uma idosa relatava as agressões. A transcrição incorreu na imputação de atos à arguida, segundo as declarações da GNR.
Maria de Fátima está acusada de quatro crimes de maus-tratos, dois deles contra a mesma vítima. O Ministério Público solicitou uma indemnização de 2 mil euros para cada uma das três vítimas.
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