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Filhos do guarda-freio que morreu no Elevador da Glória ainda sem bolsa escolar

Câmara de Lisboa reconhece atraso no pagamento da bolsa escolar e no apoio psicológico às famílias, seis meses após o acidente do Elevador da Glória

O Elevador da Glória descarrilou no dia 3 de setembro
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  • A bolsa escolar destinada aos filhos do guarda-freio André Marques ainda não foi paga, seis meses depois do acidente no elevador da Glória, em Lisboa, ocorrido a 3 de setembro.
  • O PS questionou o município sobre o acompanhamento das vítimas, incluindo o apoio psicológico, em reunião camarária privada.
  • A Fidelidade, seguradora da Carris, indicou que já foram celebrados acordos indemnizatórios em alguns casos, mas outros dependem de documentação e de avaliação médico-legal; o capital seguro é de 50 milhões de euros.
  • A Carris informou que tem mantido contactos com as vítimas e famílias, e que o trabalho de suporte continua pela seguradora.
  • A seguradora afirmou que a regularização integral do sinistro será conduzida nos termos legais, com andamento variável conforme a situação clínica de cada vítima.

O atraso na bolsa escolar destinada aos filhos do guarda-freio André Marques, que morreu no acidente do Elevador da Glória, em Lisboa, continua sem pagamento, seis meses depois do ocorrido. A informação foi reconhecida pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) durante uma reunião camarária privada.

Segundo o PS, a vereadora Alexandra Leitão questionou o executivo sobre o estado do apoio às vítimas e das famílias. O município confirmou que ainda não foi paga a bolsa escolar nem foi assegurado o apoio psicológico prometido.

O acidente ocorreu no dia 3 de setembro, no Elevador da Glória, um dos locais mais visitados no centro de Lisboa. Um ascensor desceu descontroladamente, atingiu um edifício e provocou 16 mortes e mais de 20 feridos, nacionais e estrangeiros.

Processo de apoio às vítimas

A vereadora socialista insistiu na necessidade de respostas concretas sobre o acompanhamento das vítimas e o cumprimento dos apoios anunciados. A Câmara foi questionada sobre o estado de indemnizações e transparência na divulgação de condições de reabertura do elevador.

A PS também pediu clareza sobre os processos com as seguradoras, incluindo prazos e valores. A Câmara remeteu a questão para a seguradora responsável, segundo as informações disponíveis.

A Fidelidade, seguradora da Carris, indicou que já foram celebrados acordos indemnizatórios em alguns casos. Em outros, decorre a consolidação médico-legal e a obtenção de documentação necessária para propostas indemnizatórias.

A seguradora explicou que os processos estão em fases distintas, conforme a evolução clínica das vítimas. Também mencionou que os encargos comprovados, como despesas médicas, hospitalares, deslocações e fúnebres, têm sido assegurados dentro das coberturas contratadas.

Com um capital segurado de 50 milhões de euros para o caso, a Fidelidade afirmou que a regularização do sinistro será feita nos termos legais, mantendo rigor técnico e humano, independentemente do tempo necessário. A Carris confirmou manter contactos com as famílias das vítimas e acompanhar a atuação da seguradora.

Situação atual em Lisboa

A Câmara Municipal de Lisboa continua a acompanhar o processo e a reforçar o compromisso de apoio às vítimas. O caso permanece em análise pela seguradora, com várias situações ainda em fase de regularização e documentação.

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