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Falta de dinheiro leva portugueses a adiar tratamentos dentários

INE aponta que a falta de dinheiro é o principal motivo para não realizar tratamentos dentários, com encargos financeiros superiores aos de outros cuidados

Foto: Pedro Correia
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  • O INE indica que a falta de dinheiro foi o principal motivo para os portugueses não fazerem exames e tratamentos dentários, com 7,7% a citarem falta de disponibilidade financeira.
  • Em comparação, 3,8% não conseguiram aceder a exames ou tratamentos médicos, enquanto 10,2% não conseguiram ter acesso a cuidados dentários.
  • Em termos globais, 79,5% da população com 16 ou mais anos teve pelo menos uma consulta de medicina geral e familiar nos últimos 12 meses, 59,6% recorreu à medicina dentária e 53,3% a outra especialidade.
  • Mais mulheres do que homens recorreram a cuidados médicos: 84,1% para medicina geral e familiar, 62,4% para cuidados dentários e 59,9% para outras especialidades.
  • A perceção de encargos financeiros com cuidados dentários como pesados (47,2%) supera a dos medicamentos (45,7%) e, sobretudo, dos cuidados médicos (39,3%), com maiores percentagens entre famílias em risco de pobreza e idosos.

O INE revelou dados do Inquérito às Condições de Vida na área da Saúde, incluindo resultados relativos a 2024. A principal conclusão aponta para o peso financeiro como motivo central para não realizar exames e tratamentos dentários em Portugal.

Dados gerais indicam que 3,8% da população com 16 ou mais anos não conseguiu assegurar exames ou tratamentos médicos, enquanto 10,2% não o fizeram em função de cuidados dentários. O motivo dominante para a odontologia foi a falta de disponibilidade financeira (7,7%).

A monitorização também mostra que, para 2025, 47,2% dos agregados familiares avaliam os encargos com cuidados dentários como pesados, acima de 45,7% para medicamentos e 39,3% para cuidados médicos. O peso financeiro é mais evidente em famílias em risco de pobreza e em agregados com idosos.

Impacto financeiro nas consultas dentárias

Mais de três quartas partes da população com 16 ou mais anos declarou ter tido pelo menos uma consulta de medicina geral e familiar nos 12 meses anteriores, 79,5%. No caso da medicina dentária, a parcela foi de 59,6%, e de outra especialidade, 53,3%.

As mulheres superaram os homens em todas as modalidades de consulta: medicina geral e familiar, cuidados dentários e outras especialidades. Foram 84,1% vs 74,5% para medicina geral, 62,4% vs 56,4% para dentária, e 59,9% vs 46,0% para outras especialidades.

Entre faixas etárias, a procura por consultas médicas aumentava com a idade, o que não ocorreu de modo semelhante nos cuidados dentários, onde a utilização manteve-se elevada entre os grupos mais jovens. A escolaridade e a situação profissional influenciaram os padrões de uso.

Segundo o INE, a monitorização da saúde oral é maior entre quem tem níveis de escolaridade mais elevados e entre pessoas empregadas, sendo inferior entre quem está em situação de pobreza. O recurso a médico de clínica geral foi mais frequente entre menos escolarizados (83,3%) do que entre quem completou o ensino secundário (73,9%) ou superior (77,9%).

Por outro lado, o acesso a médicos especialistas foi mais marcante entre quem tem ensino superior (65,3%), face a 50,4% para o ensino básico e 47,9% para o ensino secundário. As informações destacam desigualdades no acesso e na perceção dos encargos financeiros associados aos cuidados de saúde.

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