- Ex-funcionária de um lar na Maia, que funcionava sem licença nem autorização, afirmou ao tribunal que as agressões eram feitas “à frente de outros utentes e funcionários”.
- A única sócia e gerente do lar é acusada de maus-tratos por alegadamente agredir fisicamente três utentes.
- A testemunha disse que as vítimas tinham medo e receio de falar com a família.
- O depoimento ocorreu no Tribunal de Matosinhos, onde a arguida permaneceu em silêncio.
- A antiga trabalhadora trabalhou no estabelecimento cerca de um ano e três meses e afirmou ter verificado condutas inadequadas desde a entrada no lar.
O tribunal de Matosinhos ouviu nesta quarta-feira uma ex-funcionária de um lar de idosos na Maia que funcionava sem licença. A única sócia e gerente daquele estabelecimento é acusada de maus-tratos por supostamente ter agredido fisicamente três utentes. A testemunha afirmou que as supostas bofetadas ocorriam à frente de outros utentes e funcionários, e que as vítimas temiam falar com a família.
A antiga trabalhadora dedicou cerca de 1 ano e 3 meses ao lar denominado Afetos e Carinho ao Idoso, que operava sem autorização das autoridades competentes. Ela relatou que já possuía experiência no atendimento a idosos, tanto no Brasil como em Portugal, onde esteve quatro anos numa instituição em São Mamede de Infesta, em Matosinhos, antes de ingressar no lar na Maia.
Ao depor, a testemunha descreveu um ambiente de carências e humilhações. Ressalvou que ao entrar na instituição percebeu que havia irregularidades e situações que lhe pareceram inadequadas, reforçando a percepção de que o funcionamento do lar já apresentava falhas desde o início do seu vínculo empregue. A arguida manteve-se em silêncio durante o depoimento.
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