- A rua é reconhecida como espaço de convivência, com a associação PER11 a dinamizar atividades para crianças e jovens no bairro de Santa Clara, em Lisboa.
- No espaço da PER11, há jogos de PlayStation, matraquilhos e tentativas de montar uma tela de projecção, alludindo à sua função social.
- O Estuário, coletivo criado por Pedro Rebelo e Diogo Salvador em Cacilhas, reúne vizinhos para arte e reabilitação urbana, ocupando o espaço público de forma útil.
- O projeto Estuário já permitiu a recuperação de equipamentos de desporto que estavam degradados.
- As iniciativas pretendem fortalecer o sentido de comunidade local e transformar o espaço público em casa para a vizinhança.
Na rua, crianças e jovens descobrem que o espaço público pode ser casa e prolongamento da vizinhança. Em Lisboa, o PER11 e o Estuário mostram como o convívio acontece lá fora, através de atividades organizadas pela comunidade.
Às 16h de sexta-feira, a associação PER11, na freguesia de Santa Clara, está cheia. Três rapazes jogam Playstation, outros dois disputam matraquilhos, enquanto alguns tentam pendurar uma tela de projecção.
Mauro Wah fundou o PER11, que dinamiza ações para crianças e jovens do bairro, fortalecendo o sentido de comunidade. O projeto ocorre num espaço da associação, com atividades que promovem a interação entre moradores.
Intervenções que devolvem espaço público
Do outro lado da cidade, em Cacilhas, o Estuário, criado por Pedro Rebelo e Diogo Salvador, transforma o espaço público numa plataforma de artes e reabilitação urbana. A iniciativa envolve vizinhos e amigos.
O objetivo é recuperar equipamentos desportivos degradados e requalificar o bairro, tornando o espaço mais útil para a comunidade. Os jovens participam ativamente, promovendo sociabilidade e cidadania local.
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