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Continua a luta pelos direitos das mulheres

Desigualdade persiste: fosso salarial, maior desemprego, precariedade e pensões mais baixas; violência contra as mulheres amplifica o impacto social

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  • O Dia da Mulher é celebrado e também visto como luta contra a desigualdade, com foco nas conquistas e nos desafios atuais.
  • Fosso salarial: em Portugal, as mulheres ganham, em média, 240 euros a menos por mês do que os homens; a diferença aumenta com a progressão na carreira, chegando a 760 euros nos cargos mais elevados, e apenas 17% das mulheres chegam ao topo.
  • Desemprego: o desemprego é mais elevado entre as mulheres, e apenas 44% têm acesso à proteção social de desemprego; a CGTP afirma que a reforma laboral proposta pelo Governo é mais penalizadora para as trabalhadoras.
  • Precariedade: mais de meio milhão de mulheres tinha vínculo precário em estudo de 2024, com a situação a pior para jovens que entram no mercado de trabalho.
  • Pensões e violência: a diferença entre pensões de homens e mulheres é de quase 25%; na União Europeia, mulheres com 65 ou mais anos recebem pensões 24,5% abaixo das dos homens; há também mais mulheres vítimas de crimes como abuso sexual, violência na intimidade e assédio no trabalho.

A aproximação ao Dia da Mulher revela que a data serve tanto para celebrar quanto para exigir mudanças. Em Portugal, o 8 de Março é marcado por um balanço das desigualdades ainda existentes entre mulheres e homens, segundo dados recentes.

A análise aponta cinco pilares de discriminação. Em média, as mulheres ganham menos 240 euros por mês. A diferença aumenta com a progressão na carreira, chegando a 760 euros nos cargos mais altos. Apenas 17% das vagas de topo são ocupadas por mulheres.

Fosso salarial

Em Portugal, a diferença salarial persiste ao longo da carreira. Estudos apontam que, em média, as mulheres recebem menos 240 euros mensais do que os homens. Nos cargos de maior responsabilidade, a diferença aumenta.

A discrepância salarial depende de fatores de carreira e de promoção. O relatório da Pordata indica maior desigualdade entre salários e posições hierárquicas elevadas. O gap permanece constante em várias áreas de atividade.

Desemprego

O desemprego entre as mulheres é superior ao verificado entre os homens. Apenas 44% das trabalhadoras têm acesso à proteção social de desemprego, segundo a CGTP.

A central sindical critica a reforma laboral em curso, dizendo que pode reduzir direitos de trabalhadoras. Os dados destacam o impacto desproporcional na proteção social.

Precariedade

Mais de meio milhão de mulheres tinha vínculo precário em 2024, segundo estudo da CGTP. O fenómeno é mais acentuado entre jovens a entrar no mercado de trabalho.

Entre gerações, a precariedade revela-se como entrave à estabilidade profissional. A CGTP aponta para consequências a médio prazo na condição laboral feminina.

Reformas e pensões

A distância entre pensões de homens e mulheres aproxima-se de 25%. No contexto do bloco europeu, Portugal mantém alinhamento com a média comunitária.

Mulheres com 65 anos ou mais na UE recebem pensões cerca de 24,5% abaixo das dos homens. O quadro aponta para persistência de desigualdade no sistema de reformas.

Violência e ambiente de trabalho

Há indicações de maior número de mulheres vítima de crimes como abuso sexual, violência na intimidade, assédio laboral e assédio no local de trabalho. Os dados reforçam a necessidade de medidas de proteção e prevenção.

A lista de desigualdades é usada por vários agentes para sustentar a mobilização cívica. As manifestações continuam a defender direitos e igualdade de oportunidades.

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