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Cáritas alerta para pobreza invisível às estatísticas

Relatório da Cáritas alerta que a pobreza de imigrantes permanece invisível às estatísticas, com 200 mil sem alimentação adequada em 2024

Cáritas diz que a pobreza de imigrantes "permanece invisível" ao nosso olhar
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  • A Cáritas Portuguesa afirma que as estatísticas subestimam a verdadeira extensão da pobreza e da exclusão em Portugal, destacando a situação de imigrantes em condições delicadas.
  • O relatório “Pobreza e Exclusão em Portugal” diz que os dados oficiais são um retrato incompleto, porque se baseiam em inquéritos a alojamentos familiares habituais e não incluem sem-abrigo, pessoas em prisões, residentes em alojamentos temporários ou comunidades nómadas.
  • O documento considera a persistência da pobreza uma situação intolerável numa economia desenvolvida que tem recursos para assegurar participação digna de todos na vida em sociedade.
  • Lamenta que o combate à pobreza infantil tenha sido muito insuficiente, apontando que Portugal continua entre os países europeus com menos apoios sociais para reduzir a pobreza infantil.
  • Em dois mil e vinte e quatro, cerca de duzentas mil pessoas não tinham capacidade económica para uma alimentação adequada, e o número de sem-abrigo mais que duplicou desde dois mil e dezenove.

Cáritas Portuguesa afirma que as estatísticas subestimam a verdadeira extensão da pobreza e da exclusão em Portugal, destacando casos de imigrantes que vivem em condições delicadas. A organização aponta para uma leitura que não reflete a realidade de muitos cidadãos.

No relatório “Pobreza e Exclusão em Portugal”, a instituição alerta que o aumento de imigrantes em situação de exclusão nos últimos anos requer atenção. Estas pessoas, muitas vezes em situações indignas, permanecem invisíveis aos olhos da sociedade.

Dados do relatório

Nem tudo o que acontece no terreno aparece nos dados oficiais, admite a Cáritas. Os números públicos baseiam-se em inquéritos sobre alojamentos familiares habituais e nos censos, não incluindo sem-abrigo, reclusos, quem vive em alojamentos temporários ou comunidades nómadas.

O documento considera a pobreza uma realidade persistente, que não deveria ocorrer numa economia desenvolvida com recursos para participação digna de todos. O relatório aponta falhas no combate à pobreza infantil e recorda que Portugal é um dos países europeus com menos apoio social para a redução dessa pobreza.

Em 2024, a Cáritas sublinha que cerca de 200 mil pessoas não tinham capacidade económica para uma alimentação adequada. Além disso, o número de pessoas sem-abrigo tinha já mais do que duplicado desde 2019, segundo o estudo.

Contexto e trajetória

Fundada em 1945, a Cáritas Portuguesa é uma organização da Igreja Católica dedicada a prestar assistência social, com foco em quem enfrenta pobreza e exclusão. O relatório chama à atenção para a necessidade de redes de apoio mais abrangentes e de dados que reflitam melhor a realidade no terreno.

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