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Associação abre casa-abrigo para vítimas de violência doméstica

Associação de Entre‑os‑Rios prepara casa-abrigo para vítimas de violência doméstica, ampliando o apoio jurídico, psicológico e social já existente às famílias

Queda da ponte de Entre-os-Rios, há 25 anos, vitimou 59 pessoas e 36 corpos nunca foram recuperados
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  • Em 4 de março de 2026, faz-se 25 anos da queda da ponte Hintze Ribeiro, que causou 59 mortes e deixou 36 corpos ainda não recuperados.
  • A Associação dos Familiares das Vítimas da Tragédia de Entre-os-Rios anunciou novos projetos, incluindo uma casa-abrigo para vítimas de violência doméstica, no local onde está sediada a associação.
  • O objetivo é criar uma infraestrutura que ofereça apoio autónomo às vítimas, com acompanhamento psicológico e apoio aos familiares, dependendo do apoio do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU).
  • A associação já funciona como centro de acolhimento, prestando apoio a jovens em situação de risco e mantendo a sede para continuidade do trabalho de apoio às famílias.
  • O presidente Augusto Moreira recorda a resposta institucional ao longo dos anos, incluindo gabinetes psicossociais e um processo-crime que evidenciou avanços na atuação pública, sem abandonar a comunidade de Castelo de Paiva.

No âmbito do 25.º aniversário da queda da ponte Hintze Ribeiro, a Associação dos Familiares das Vítimas da Tragédia de Entre-os-Rios apresenta um novo projeto orientado para a proteção de vítimas de violência doméstica. A associação, que já oferece apoio jurídico, psicológico e psicossocial, pretende construir uma casa-abrigo para este público. O objetivo passa por criar uma resposta integrada e digna junto do local onde atua.

A presidente da associação, Augusto Moreira, afirma que a nova casa-abrigo será construída se houver apoio do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU). O projeto surge para acrescentar uma nova dimensão de apoio social, mantendo o foco na autonomia das vítimas e no acompanhamento psicossocial.

A instituição mantém a sede e serve também como centro de acolhimento de jovens em situação de risco. O objetivo é continuar a apoiar famílias enlutadas e, simultaneamente, responder às necessidades de proteção de pessoas em violência doméstica, num discurso de continuidade do trabalho de apoio já desenvolvido nas últimas décadas.

Contexto e memória da tragédia

Em 4 de março de 2001, por altura das 21h15, parte da ponte que ligava Entre-os-Rios a Sardoura, em Castelo de Paiva, cedeu, arrastando um autocarro e três veículos. O acidente final tirou a vida a 59 pessoas, sendo 36 os corpos nunca recuperados, o que deixou um profundo impacto na comunidade local.

Ao longo dos 25 anos, a associação tem afirmado a necessidade de manter presença institucional no terreno, evitando o esvaziamento de apoios. O trabalho tem incluído gabinetes psicossiais e apoio aos familiares das vítimas, bem como uma participação ativa na resposta pública institucional, em particular em processos que impactaram a atuação do Estado na região.

Perspetivas para o futuro

Entre os próximos passos está a viabilização da casa-abrigo, que deverá funcionar como resposta de proteção a vítimas de violência doméstica, com apoio psicológico e acompanhamento a familiares. A concretização depende de eventual aprovação e financiamento por parte do IHRU, bem como de parcerias locais que assegurem a viabilidade do projeto.

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