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APEL rejeita opacidade na atribuição dos pavilhões da Feira do Livro em Lisboa

APEL defende transparência na atribuição de pavilhões da Feira do Livro de Lisboa, após queixas de editoras independentes e petição online de milhares de signatários

A Feira do Livro de Lisboa acontece entre 27 de Maio e 14 de Junho
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  • APEL rejeita acusações de opacidade na atribuição de pavilhões da Feira do Livro de Lisboa, afirmando que os critérios de participação são públicos.
  • Um coletivo de 40 editoras independentes diz ter sido excluído da edição deste ano, gerando uma petição com quase quatro mil signatários.
  • A associação sustenta que a distribuição dos pavilhões se baseia em critérios quanti­tativos e qualitativos, incluindo dados de mercado, diversidade e volume de catálogos.
  • Em 2024, a feira atingiu a capacidade máxima de 350 pavilhões; a organização também reforça infraestruturas e serviços para acolher mais visitantes.
  • Pequenos editores já tinham contestado a gestão em anos anteriores, alegando favorecimento de grandes grupos; a APEL afirma manter diálogo e transparência, sem revelar atas ou critérios adicionais.

A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) rejeita as acusações de opacidade na atribuição de pavilhões da Feira do Livro de Lisboa. Afirma que os critérios de participação são públicos e que não há desequilíbrio entre grandes grupos e editoras independentes.

A reação surge após um colectivo de 40 editoras independentes reclamar terem ficado de fora da edição deste ano, numa reserva que afirma prejudicar a diversidade literária. A petição “A cultura não pode ser um condomínio fechado” já reuniu quase quatro mil assinaturas.

A APEL sustenta que a distribuição de pavilhões se baseia em critérios quantitativos e qualitativos, com o regulamento disponível para consulta. Garantem esclarecimentos aos participantes durante o período de inscrições e, quando solicitado, explicam as decisões.

No entanto, as editoras queixosas referem que não obtiveram justificações concretas, além de um email que menciona excesso de pedidos face à disponibilidade e a necessidade de rateio. Argumentam falta de transparência no processo de seleção.

Segundo a APEL, a Feira atingiu em 2024 a capacidade máxima com 350 pavilhões, devido ao espaço físico do Parque Eduardo VII e a preocupações de segurança e circulação de visitantes. A associação diz manter critérios de inclusão de novos projectos.

A organização detalha que a atribuição procura manter proporcionalidade, pluralidade e sustentabilidade, com ênfase na publicação em língua portuguesa e em Portugal. Porém, reiteram que o peso de grandes participantes não aumentou desde 2014.

Em 2024, o Penguin Random House Portugal detinha 26 pavilhões na feira e confirmou à Lusa a ocupação de mais um espaço. A APEL afirma que houve adaptação para preencher vazios, mantendo a regra de rateio.

Para este ano, a APEL indica a entrada de novas editoras independentes, sem especificar quais. Reitera também que não são admitidas entidades que recebam pagamentos de autores para promover livros ou sessões públicas, nem entidades com incumprimentos regulamentares.

No campo da infraestrutura, a APEL aponta reforços para acomodar mais visitantes, com mais zonas de descanso, maior programa cultural, auditório ampliado e sanitários aumentados. A oferta de restauração mantém o peso de 2014.

A associação conclui assegurando rigor, transparência e diálogo. Mantém que a comunicação pública de determinados detalhes pode comprometer a integridade do processo.

Para já não existem conclusões finais. As próximas semanas devem esclarecer se surgem revisões de critérios ou novas edições de participação na Feira do Livro de Lisboa.

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