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Alterações climáticas desafiam baterias de carros elétricos, tecnologia responde

Alterações climáticas aceleram a degradação das baterias dos veículos elétricos em temperaturas altas; avanços tecnológicos podem atenuar o impacto e manter autonomia

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  • As vendas de carros totalmente elétricos superaram as de veículos a gasolina na União Europeia em dezembro de 2025, segundo a ACEA.
  • Em 2025, a temperatura média global ficou a 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais, tornando-se um ano de grande aquecimento.
  • Um estudo de What Car? aponta que os VE podem perder até 44% da autonomia anunciada quando expostos a temperaturas entre trinta e dois e quarenta e quatro graus Celsius.
  • A Polestar afirma que a temperatura tem forte impacto na degradação das baterias, acelerando reações químicas internas.
  • A Universidade de Michigan concluiu que avanços recentes na tecnologia de baterias reduzem a degradação: baterias fabricadas entre dois mil e dez e dois mil e dezoito podem ter vida útil até trinta por cento menor com aquecimento de 2 °C; baterias de dois mil e dezenove a dois mil e vinte e três têm queda média de apenas 3 por cento, com máximo de 10 por cento.

As alterações climáticas colocaram obstáculos à transição para veículos elétricos (VE), nomeadamente com o aquecimento global a afetar a autonomia das baterias. Em 2025, as vendas de VE ultrapassaram, pela primeira vez, as de carros a gasolina na UE, segundo a ACEA. O impulso ambiental mantém-se, com o registo de híbridos a aumentar no último ano.

O debate olha também para o tempo de vida útil das baterias. Estudos indicam que temperaturas elevadas aceleram reacções químicas nocivas dentro da célula, contribuindo para a degradação. A indústria aponta que o calor pode reduzir a autonomia, o que pode atrasar a adoção em alguns mercados.

2025 foi o terceiro ano mais quente, com a temperatura média mundial 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais, segundo Copernicus. Um estudo da What Car? sustenta que baterias podem perder até 44% da autonomia numa faixa de 32 a 44 °C, o que complica viagens longas em verão quente.

A Polestar lembra que o calor intensifica a degradação, ao afetar as reações químicas internas. Contudo, investigadores da Universidade de Michigan mostraram que avanços recentes podem mitigar esse efeito. Em cenários de aquecimento global de 2 °C, baterias antigas teriam vida útil 30% menor, enquanto as novas poderiam sofrer apenas 3% a 10% de redução.

Resultados de estudos

Segundo o estudo, as baterias produzidas entre 2019 e 2023 apresentam maior resistência ao calor, com impactos menores na durabilidade. Os autores, Haochi Wu e Michael Craig, destacam que os resultados refletem apenas dois modelos de VE analisados (Model 3 e ID.3), o que limita a generalização.

Os investigadores destacam ainda que regiões com climas distintos, como Índia ou África Subsaariana, podem ter frotas com características diferentes, potencialmente otimizando tecnologias para esses contextos. A pesquisa aponta, assim, para uma leitura mais regionalizada da evolução tecnológica.

Implicações e leitura regional

Os resultados sugerem maior confiança na tecnologia de baterias entre consumidores, mesmo em cenários de aquecimento, desde que avanços continuem. Contudo, a equipa alerta para desigualdades: regiões com maior exposição climática podem exigir soluções específicas para manter a mobilidade elétrica.

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