- Conflito no Irão envolvendo ataques dos EUA e de Israel, com mísseis iranianos a atingir Israel e o Golfo; conta-se centenas de mortos.
- Na bolsa, empresas de defesa e tecnologia foram das mais fortes, lideradas pela Lockheed Martin, que fechou em máximo histórico com subida superior a quatro por cento.
- Também subiram Northrop Grumman, RTX (antiga Raytheon), L3Harris Technologies e General Dynamics; Palantir Technologies valorizou-se perto de seis por cento.
- Na Europa, Renk e Leonardo acompanharam a tendência, com investidores a anteciparem mais encomendas da NATO e exportações.
- No setor de energia, o Brent ultrapassou os 85 dólares, ExxonMobil, Chevron, Occidental Petroleum e ConocoPhillips registaram ganhos; a QatarEnergy suspendeu a produção de GNL, elevando o preço do gás, e a UE criou uma Task Force para energia.
O conflito entre EUA e Israel e as ações do Irão intensificaram-se, com ataques aéreos e intercepções mísseis que já provocaram centenas de mortos. Em Nova Iorque e Londres, algumas empresas registaram ganhos relevantes nas bolsas, refletindo expectativas de aumento nos gastos com defesa e energia.
A campanha começou no sábado e já provocou consequências rápidas nos mercados. Analistas destacam que o setor de defesa deverá beneficiar-se de maior procura por armamento avançado e sistemas de defesa antimíssil, bem como de plataformas de informações. O timing e o impacto geopolítico continuam a evoluir.
Na prática, as ações ligadas à defesa tiveram ganhos expressivos. A Lockheed Martin atingiu novo máximo histórico, encerrando perto de 676,70 dólares, com valorização superior a 4%. Entre os componentes do setor, a Northrop Grumman subiu cerca de 6%.
RTX e outras gigantes da área, como L3Harris Technologies e General Dynamics, também registaram subida moderada a significativa, em linha com o aumento da procura por tecnologia militar. A Palantir Technologies, ligada a análise de dados para operações de informações, avançou perto de 6%.
Na Europa, empresas como a alemã Renk e a italiana Leonardo acompanharam a tendência, ainda que de forma mais contida, com investidores a anteciparem possíveis encomendas da NATO e de exportação. Analistas recordam que orçamentos de defesa já eram esperados para crescer em 2026.
Setor energético em cena
À medida que o conflito se prolonga, os mercados entram num quadro de elevada volatilidade, com o petróleo e o gás a valorizar. O Brent ultrapassou os 85 dólares por barril, o que não ocorria desde 2024, e o WTI rondava os 76 dólares ao fecho.
As empresas energéticas integradas registaram ganhos, com ExxonMobil, Chevron, Occidental Petroleum e ConocoPhillips entre as maiores subidas. Na Europa, Shell e TotalEnergies seguiram a tendência de alta nos preços da energia.
A retaliação iraniana incluiu ataques a instalações na Arábia Saudita e no Qatar, com possibilidades de encerramento do estreito de Ormuz. Este cenário pode afetar até 20% da oferta global de petróleo, elevando a volatilidade dos mercados.
A QatarEnergy suspendeu a produção de gás natural liquefeito (GNL) após ataques, o que ampliou o preço do gás na Europa. O preço de referência do gás TTF atingiu 62 euros/MWh, num contexto de receios de desvio de procura.
No curto prazo, grandes exportadoras de GNL, como Cheniere Energy e Venture Global, registaram procura intradiária elevada. Conjuntamente, analistas alertam para limitações de transporte e contratos que podem retardar substituições.
A Comissão Europeia anunciou acompanhar de perto os preços e o abastecimento, anunciando a criação de uma Task Force para a Energia, em cooperação com a Agência Internacional de Energia, com reunião ainda nesta semana.
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