- 25 anos após a tragédia da Ponte Hintze Ribeiro, que matou 59 pessoas, o país relembra o desastre.
- Histórias de quem não era nascido na altura, como Martinho, Sofia e Francisco, mostram memórias diferentes — Francisco descreve a tia Lina a ver um cesto a flutuar no rio.
- Martinho demorou a perder o medo de atravessar a ponte e aprendeu a importância de prevenir em vez de reagir.
- Sofia não ouvia falar do que aconteceu na escola nem na catequese; ao dizer de onde é, todos sabem onde fica.
- Na quarta-feira haverá flores no Douro para assinalar a data.
Há 25 anos, a ponte Hintze Ribeiro, entre Castelo de Paiva e Penafiel, desabou, provocando 59 mortos. A tragédia marcou o país e ficou na memória coletiva da região do Douro.
Martinho demorou a perder o medo de atravessar a ponte. Hoje diz que aprendeu a ideia de prevenir em vez de reagir, tanto na escola como no recreio.
Sofia, que não ouviu falar do acidente na escola, recorda depois de sair da vila que quase toda a gente sabe onde fica a ponte e a sua história de dor. Francisco descreve a tia Lina junto a um cesto que flutuou no rio.
Não tinham nascido na altura da tragédia, mas as imagens e os nomes continuam presentes na memória de familiares e comunidades ribeirinhas. O episódio é referido como uma das maiores tragédias da década.
Homenagens no Douro
Quarta-feira haverá cerimónias com flores ao longo do Douro, para lembrar as vítimas e refletir sobre as consequências da tragédia. As atividades vão incluir memórias de familiares e relatos de quem cresceu desde então.
As autoridades não avançaram com novas informações sobre causas, mantendo o foco nas homenagens e na preservação da memória. A cobertura recapitula dados já conhecidos, sem acrescentar novos elementos investigatórios.
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