- A RTP estreia cinco microsséries portuguesas de ficção, com episódios de pouco mais de um minuto, pensadas para ver em telemóveis.
- O formato, designado microdramas, é uma aposta da SPi em parceria com a RTP para acompanhar o consumo em ecrãs verticais e multidispositivos.
- As séries abrangem temáticas como violência doméstica, divulgação de fotografias íntimas na Internet e a dificuldade de arranjar casa nos grandes centros urbanos.
- A produção pretende alcançar audiências via streaming e presença em redes sociais, nomeadamente TikTok e Instagram, com a RTP Play a facilitar o acesso em várias plataformas.
- A iniciativa é apresentada como pioneira em Portugal e enquadra-se numa tendência global de microdramas, com potencial de crescimento no mercado português.
Hoje a RTP estreia cinco microsséries de ficção para telemóveis, disponíveis nas plataformas da RTP Play e em canais digitais. Produzidas pela SPi, com criação de Pedro Lopes e realização de Manuel Amaro da Costa, entram num formato pensado para ecrãs verticais. A iniciativa acompanha a tendência mundial de conteúdos curtos para mobilidade.
As séries têm episódios de pouco mais de um minuto, pensados para assistir em qualquer lugar. O objetivo é acompanhar o consumo cada vez mais diversificado de media, sem abandonar a qualidade da ficção tradicional.
A aposta da RTP reforça a presença de conteúdos em streaming e nas redes sociais, como Tik Tok e Instagram, para abordar novos públicos. José Fragoso, da RTP1, porém, destacou que a televisão pública já investe em ficção tanto na televisão clássica como na plataforma.
Formato e temas
As micromdramas abordam temas relevantes, com uma diversidade de géneros. Entre os exemplos fornecidos, destacam-se casos de violência doméstica e de divulgação de fotografias íntimas na Internet, bem como as dificuldades de arrendamento para jovens em grandes cidades.
Parcerias e perspetivas
A SPi e a RTP apresentam este projeto como pioneiro em Portugal no âmbito da ficção vertical para uma distribuída generalista. Os produtores veem espaço no mercado português para uma nova forma de consumo audiovisual que se pode espalhar a nível internacional.
Contexto de mercado
Especialistas apontam que o fenómeno pode gerar receitas significativas a nível global, com previsões para 2030 que superam os ganhos da bilheteira tradicional. A China já aposta neste formato com plataformas dedicadas, e grandes players estudam adaptar-se ao público móvel.
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