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Preços do petróleo sobem com escalada do conflito no Irão

Petróleo sobe ante escalada de tensões no Irão e risco de interrupção de fornecimento pelo Estreito de Ormuz, pressionando custos globais

Refinaria de petróleo (foto de arquivo)
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  • Os preços do petróleo subiram no início da manhã de segunda-feira, com investidores a avaliar o impacto da escalada das tensões no Médio Oriente.
  • O petróleo bruto de referência dos EUA subiu inicialmente cerca de oito por cento, passando a negociar a 71,00 dólares por barril; o Brent aumentou cerca de seis por cento, para 77,38 dólares por barril.
  • Ataques no Estreito de Ormuz, pela importância dessa passagem para o comércio global de petróleo e gás natural, podem restringir as exportações da região.
  • O Irão exporta cerca de 1,6 milhões de barris de petróleo por dia; interrupções nessa fornecimento podem elevar os preços globais, com a China a procurar alternativas de abastecimento.
  • O ouro subiu 2,4 por cento, para cerca de 5.371 dólares a onça, enquanto os mercados acionistas globais recuaram e bolsas asiáticas abriram em baixa.

Os preços do petróleo subiram na abertura das negociações de segunda-feira, à medida que investidores avaliavam o impacto da escalada de tensões no Médio Oriente nas cadeias de fornecimento. Ataques entre EUA, Israel e o Irão moldaram as perspetivas de disponibilidade.

Barras de referência: o petróleo bruto WTI destacou-se com um ganho inicial próximo de 8%, acabando a around 71,00 USD por barril. O Brent avançou 6,2%, para 77,38 USD por barril. A reação refletiu temores de interrupções.

Analistas destacam o Estreito de Ormuz como passagem crítica, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural globais. Interferências ali podem afectar o fluxo de energia para o resto do mundo.

O Irão exporta cerca de 1,6 milhões de barris diários, com a China como principal destinário. Uma interrupção poderá pressionar as cotações globais, dependendo das estratégias de importação de Pequim.

China pode compensar queda iraniana com reservas e maior compra de Rússia, segundo especialistas. Essas dinâmicas (se confirmadas) influenciariam o equilíbrio entre oferta e demanda na região.

Noutra frente, o ouro subiu 2,4%, a cerca de 5.371 USD/onça, refletindo a procura por ativos de refúgio. Nos mercados acionistas, os futuros do S&P 500 e do Dow caíram cerca de 0,8%.

Mercados asiáticos abriram em queda: Nikkei perdeu mais de 2%, Hang Seng recuou 1,6% e Shanghai Composite manteve-se estável. Índices regionais seguiram o tom de aversão ao risco com as notícias de Médio Oriente.

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