- Mais de um terço dos municípios do continente tem planos de emergência desatualizados, segundo a ANEPC.
- Existem mais de cem planos municipais de proteção civil que já deviam ter sido revistos e mais de uma dezena não consta do Sistema de Informação de Planeamento de Emergência (SIPE).
- A situação dos planos varia: algumas revisões foram aprovadas pela assembleia municipal, outras ainda aguardam publicação no Diário da República, outras estão em curso ou ainda não começaram.
- Em Maia, o plano deveria ter sido revisto há mais de uma década; a Câmara diz que o PMEPC tem sido alvo de revisão face a alterações legislativas e tem reunido para o atualizar.
- Em Alcácer do Sal, Santiago do Cacém e Salvaterra de Magos não consta do SIPE; peritos alertam para que planos existentes sejam treinados e testados, sob pena de se tornarem inúteis se não refletirem a evolução do território.
Mais de um terço dos municípios do continente têm planos de emergência desatualizados, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC). Existem mais de 100 Planos Municipais de Emergência da Proteção Civil (PMEPC) que deviam ter sido revistos, e mais de uma dezena não consta do Sistema de Informação de Planeamento de Emergência (SIPE).
Segundo o Jornal de Notícias, as datas de revisão podem não ter sido publicadas, as revisões podem estar em aprovação pela Assembleia Municipal, concluídas sem aprovação formal ou ainda em curso.
Em Maia, o PMEPC precisa de atualização devido a alterações legislativas recentes. A Câmara informou que o plano tem sido revisto com o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Área Metropolitana do Porto, com várias reuniões para melhorar o documento.
Riscos e visão de especialistas
André Morais, especialista em proteção civil, afirma que a ausência de planos atualizados representa uma fragilidade grave e que estes devem ser treinados e testados por meio de exercícios.
Duarte Caldeira, investigador da Proteção Civil, sustenta que sem atualização há o risco de a evolução do território excluir o plano do alcance real, tornando-o potencialmente inútil.
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