- O projeto Sismovega vai usar fibra ótica, laser e IA para estudar fraturas de falhas geológicas e possíveis anomalias precursoras de sismos no sudeste da Península Ibérica.
- É liderado pelo Instituto de Geociências de Barcelona do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) e foca a região de Vega Baja, em Alicante.
- A região sofreu um terramoto em 1829 que causou mortos e danos em cidades como Torrevieja, Almoradí e Guardamar del Segura, mantendo-se entre as áreas mais ativas.
- O orçamento é de 300 mil euros, com duração prevista de três anos, utilizando 50 quilómetros de cabo de fibra ótica para registar vibrações via DAS (Distributed Acoustic Sensing).
- O DAS transforma cabos de fibra ótica em uma rede de sensores sísmicos, com colaboração de Elanta e Avatel (Vega Fibra), gerando dados em tempo real para investigadores nacionais e internacionais e promovendo ciência aberta na comunidade.
Investigadores vão desenvolver o projeto Sismovega, que combina laser, fibra ótica e IA para estudar a fratura de falhas geológicas e possíveis anomalias precursoras de sismos no sudeste da Península Ibérica. O foco é a região de Vega Baja, em Alicante.
A iniciativa é liderada pelo Instituto de Geociências de Barcelona (GEO3BCN-CSIC). O objetivo é monitorizar as propriedades sísmicas da crosta, com análise contínua, para detetar sinais precoces de movimento sísmico.
O projeto tem um orçamento de 300 mil euros e está previsto para durar três anos. Serão usados 50 quilómetros de cabo de fibra ótica para registar vibrações do solo via DAS, uma técnica de sensoriamento sísmico distribuído.
Objetivos e tecnologias
O DAS transforma cabos de telecomunicações em uma rede de sensores sísmicos virtuais, possibilitando monitorização intensiva com alta resolução temporal e espacial. A abordagem permite dados em tempo real para análise contínua.
A equipa de pesquisa conta com a colaboração de Elanta e Avatel, através da Vega Fibra. A iniciativa pretende transformar a região numa plataforma de teste de técnicas e análises sísmicas de ponta.
Colaboração e divulgação científica
Além da componente tecnológica, o projecto inclui uma experiência comunitária para promover ciência aberta. Os dados gerados ficarão disponíveis em tempo real para investigadores nacionais e internacionais interessados em participar.
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