- Em 2025, 25 pessoas foram assassinadas em contexto de intimidade, sendo 21 mulheres; o valor de homicídios por violência doméstica atingiu o pico dos últimos três anos.
- Os botões de pânico triplicaram em sete anos, com 6.100 pessoas em teleassistência em 2025, frente a 2.041 no quarto trimestre de 2018.
- O total de queixas em 2025 manteve-se próximo das trinta mil, totalizando 29.778, ou seja, mais de oitenta denúncias por dia às autoridades nacionais.
- Houve 2.100 pedidos no quarto trimestre de 2025 para suspender o processo contra o alegado agressor, perfazendo 7.889 pedidos no ano, mais 500 que em 2024.
- O número de agressores com pulseira eletrónica e sem pulseira triplicou; há 1.560 reclusos por violência doméstica, dos quais 376 em prisão preventiva e 1.184 a cumprir pena.
Desde 2025, o número de homicídios em contexto de intimidade em Portugal aumentou, com 25 casos registados. Desses, 21 envolviam mulheres, o que marca o valor mais alto dos últimos três anos.
Segundo dados trimestrais da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), há também mais pedidos de ajuda e de proteção. O acompanhamento com botões de pânico triplicou nos últimos sete anos.
Medidas de proteção e repressão
Entre setembro e dezembro de 2025 estavam 6100 pessoas com teleassistência, quase o triplo de 2018 (2041 no quarto trimestre). O total de queixas em 2025 foi de 29.778, quase 81 denúncias por dia.
O quarto trimestre de 2025 registou um recorde de pedidos para suspender processos contra alegados agressores, com 2100 solicitações, elevando o total anual para 7889, mais 500 que em 2024.
Outras tendências
Dados da CIG indicam que, pela primeira vez em sete anos, subiram tanto os agressores com pulseira eletrónica como os que estão sem equipamento, registando-se um aumento de três vezes em ambos os grupos. Também aumentou o número de detidos por violência doméstica: 1560, com 376 em prisão preventiva e 1184 a cumprir pena.
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