- A PSP detetou, em 2025, 6.026 infrações por uso do telemóvel ao volante, numa média de 17 por dia.
- Houve um aumento de 19% face a 2024, com mais 952 infrações no total.
- A PSP refere que condutores com telemóvel ativo ao volante são mais lentos a reconhecer e reagir a perigos e tendem a desrespeitar sinais e a cedência de passagem, especialmente aos peões.
- Exemplo usado pela PSP: a 50 km/h, olhar para o telemóvel durante três segundos equivale a conduzir 42 metros com os olhos vendados.
- A utilização do telemóvel durante a condução aumenta quatro vezes a probabilidade de acidente e eleva o tempo de reação, superando em efeito o de uma taxa de álcool no sangue de 0,8 g/l.
A PSP revelou que, em 2025, houve 6026 infrações por utilizarem o telemóvel ao volante. Em média, essa prática foi detectada em 17 condutores por dia na área de atuação da autoridade, mantendo-se como uma das prioridades de fiscalização. Os dados destacam uma tendência de esforço contínuo contra este comportamento perigoso.
Comparando com 2024, o número de infrações subiu 19%, com 952 casos a mais. A instituição indica que, apesar das campanhas de sensibilização, os condutores ainda recorrem ao telemóvel durante a condução, o que se traduz em um aumento significativo ao longo de um único ano.
Riscos na condução e impactos
A PSP explica que o uso do telemóvel reduz a capacidade de reconhecer e reagir a perigos, dificultando a interpretação de sinalização e o respeito pela cedência de passagem, nomeadamente aos peões. Um exemplo citado aponta que, a 50 km/h, olhar para o telemóvel durante três segundos equivale a conduzir 42 metros com os olhos vendados, algo que representa uma fila de 10 carros.
Dados da Direção Nacional da PSP apontam ainda que este comportamento eleva em quatro vezes a probabilidade de ocurrência de acidente e tende a aumentar o tempo de reação a situações imprevistas, num efeito superior ao de uma taxa de alcoolemia de 0,8 g/l.
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