- Inês de Medeiros reuniu‑se, esta segunda‑feira, com desalojados de Porto Brandão, Azinhaga dos Formozinhos e Costa de Caparica para apresentar respostas habitacionais e tranquilizar a população.
- No total, 502 pessoas ficaram desalojadas no concelho de Almada: 359 na Azinhaga dos Formozinhos, 109 na Costa de Caparica e 34 em Abas Raposeira, Fonte Santa e 2.º Torrão; 230 foram alojadas pela autarquia em hotéis, 147 ainda allí.
- Para os proprietários da Azinhaga dos Formozinhos existem opções de habitação colaborativa noutro espaço de Almada; para arrendatários e proprietários sem casa, o programa Porta de Entrada facilita arrendamento com financiamento a 100%, por três anos.
- O Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHUR) está a construir casas para arrendamento acessível e a autarquia está a recuperar casas para arrendamento apoiado; há compromisso de encontrar soluções definitivas.
- A autarquia defende que Almada devia constar na lista de municípios em situação de calamidade e revela que a aprovação parlamentar veio apenas após contestação, com voto contra do PSD e do CDS.
Inês de Medeiros, presidente da Câmara de Almada, reuniu-se com moradores desalojados de Porto Brandão, Azinhaga dos Formozinhos e Costa de Caparica para apresentar respostas habitacionais. A reunião, que durou mais de três horas, ocorreu para discutir a reconstrução e as medidas de apoio após os deslizamentos de terra ocorridos no território. A autarca garantiu que ninguém ficará desprotegido e que o município manterá o ritmo de assistência.
Ao todo, 502 pessoas ficaram desalojadas no concelho: 359 na Azinhaga dos Formozinhos, 109 na Costa de Caparica e 34 em Abas Raposeira, Fonte Santa e 2.º Torrão. Dos desalojados, 230 estavam acolhidos em alojamentos hoteleiros, com 147 ainda lá permanecentes na data da reunião.
A autarquia detalhou várias soluções para enfrentar a crise habitacional, incluindo alternativas de habitação temporária e permanente. Para proprietários da Azinhaga dos Formozinhos, cuja habitação foi comprometida, é antecipada a possibilidade de habitação colaborativa noutra zona de Almada. Aos arrendatários sem casa, o programa Porta de Entrada oferece uma via verde para arrendamento com financiamento a 100%, por três anos.
Medidas de apoio habitacional
A presidente explicou que o objetivo é, a curto prazo, assegurar abrigo e, a médio prazo, facilitar a reconstrução de vidas. O Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana terá imóveis para arrendamento acessível, enquanto o município recupera casas para arrendamento apoiado. O tempo é visto como essencial para estabilizar as famílias e permitir uma solução definitiva.
Pedido de inclusão em calamidade
Inês de Medeiros destacou a necessidade de reconhecer Almada como município em situação de calamidade, argumentando que o processo de inclusão atrasou-se no início. A edilidade acompanhou a aprovação no parlamento para ampliar o reconhecimento, embora a aplicação dependa da publicação oficial do decreto. O PSD e CDS votaram contra a iniciativa.
Desde o início das intempéries, Almada tem registado deslizamentos de terras nas arribas da Costa de Caparica e de Porto Brandão, agravando a necessidade de respostas rápidas e eficazes para os moradores afetados.
Entre na conversa da comunidade