- Tiago João Sousa, morador de Oliveira de Azeméis, usa cadeira de rodas para ir ao trabalho devido a uma travessia pedonal eliminada pela obra da linha do Vouga.
- A passagem foi retirada há cerca de um ano, sem cumprir o asfaltamento da via alternativa acordado entre entidades públicas, deixando o trajeto em terra batida.
- A via improvisada tem buracos e desníveis de 20 a 30 centímetros, dificultando a deslocação e pondo em risco a cadeira de rodas, especialmente em dias de chuva.
- A Câmara Municipal admite não ter ainda pavimentado a alternativa, e a Junta de Freguesia diz ter pedido melhorias à autarquia; o acordo de 2008 com a REFER/Infraestruturas de Portugal é hoje reavaliado.
- A Infraestruturas de Portugal afirma que o atravessamento informal é ilegal e de alto risco, e que a reabertura da passagem ou criação de atravessamento não é viável por questões de segurança.
Tiago João Sousa, morador de Oliveira de Azeméis, usa cadeira de rodas para chegar ao trabalho devido a um caminho de terra batida criado após a eliminação de travessias pedonais na Linha do Vouga. A situação persiste há um ano.
Segundo o morador, a via degradada danifica a cadeira elétrica e dificulta o trajeto, especialmente em dias de chuva. O aglomerado de buracos aumenta o risco de quedas e de ficar atolado.
A alternativa asfaltada é longa demais e não possui passeios adaptados, o que obriga Tiago a circular em parte da faixa de rodagem com risco para a segurança. O desvio diário soma cerca de 300 metros em terra e 500 metros em estrada.
Duas vezes por dia, o trajeto passa por um desnível de 20 a 30 centímetros na travessia improvisada, inviável para uma cadeira de rodas. Moradores recorrem a uma passagem difícil, que não resolve o problema de mobilidade.
A Junta de Freguesia de Pinheiro da Bemposta, Travanca e Palmaz diz ter pedido à Câmara Municipal para melhorar as condições na zona. A autarquia reconhece a via atual como única opção, mas afirma que não está pavimentada.
A Câmara admite não ter conseguido cumprir o protocolo de 2008 com a REFER para construir uma via de substituição pavimentada. Mantém que reabrir a antiga passagem ou criar um atravessamento informal não é seguro.
A IP, por sua vez, aponta que a eliminação das passagens de nível exige acordo com os municípios e sustenta que a passagem improvisada é ilegal e de alto risco. Refere ainda que a linha é usada para manobras técnicas entre oficinas.
O enrugamento da via em terra agrava a deterioração da cadeira de Tiago e aumenta o risco de projeção de pedras por veículos. O temporal recente agrava poças, lama e a dificuldade de mobilidade.
Tiago João Sousa diz ter contactado quatro entidades ao longo do último ano, encontrando respostas contraditórias ou silêncio em alguns casos. A comunicação com o Ministério das Infraestruturas ainda não gerou resposta.
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