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Editoras independentes acusam APEL de exclusão da Feira do Livro e petição

Petição com mais de duas mil assinaturas em 24 horas protesta contra a exclusão de 40 editoras independentes da Feira do Livro de Lisboa, por alegado favorecimento de grandes grupos

A Feira do Livro de Lisboa regressa ao Parque Eduardo VII a partir de 27 de Maio
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Petição contra a exclusão de quarenta editoras independentes da Feira do Livro de Lisboa reuniu mais de dois mil apoiantes em 24 horas, com os promotores a acusarem a APEL de favorecer os grandes grupos editoriais.

A DNL Convergência/Grupo Editorial Divergência ficou fora da 96.ª Feira do Livro (27 de maio a 14 de junho), o que afeta as editoras que representa.

A iniciativa sustenta que a exclusão reduz cerca de 10% da programação cultural e pode implicar mais de duzentas sessões de autógrafos, lançamentos, debates e mesas-redondas.

Entre os signatários contam-se mais de cem profissionais do sector e mais de 250 autores; o projeto IndieSpec, financiado pela Europa Criativa, envolve a editora divergência.

A APEL justifica a decisão com um excesso de pedidos e um rateio entre pavilhões; a distribuidora já pediu acesso às atas e aos critérios do processo de atribuição.

Uma petição contra a exclusão de 40 editoras independentes da Feira do Livro de Lisboa reuniu mais de 2000 assinaturas em 24 horas. Os promotores acusam a APEL de favorecer grandes grupos editoriais.

A iniciativa foi lançada pela DNL Convergência, distribuidora sediada em Ansião, que não terá passagem na 96.ª edição da feira, a decorrer entre 27 de maio e 14 de junho. A decisão impacta as editoras que a distribuída representa.

Pedro Cipriano, representante da DNL Convergência/Grupo Editorial Divergência, afirma que a exclusão foi tardia e inalterada há cinco anos, gerando indignação entre os envolvidos. A DNL já tinha participado nos anos anteriores.

Contexto e impacto local

Anslão ficou afetado pelo estado de calamidade após a tempestade Kristin, o que torna a exclusão ainda mais gravosa para o tecido empresarial local, segundo os promotores. A crítica refere-se à descentralização cultural prometida pela APEL.

A petição sustenta que a decisão retira cerca de 10% da programação cultural prevista, com o cancelamento de mais de 200 sessões de autógrafos, lançamentos, debates e mesas-redondas. No ano passado, a feira contabilizou 220 sessões de autógrafos e 36 eventos de palco.

Entre as editoras afetadas estão casas dedicadas a ficção especulativa, poesia, literatura regional e projetos independentes, incluindo uma editora que trabalha com autores ucranianos na língua original.

Reação e passos seguintes

Os promotores destacam que a exclusão decorreu de um excedente de pedidos face ao número de pavilhões disponíveis, com o rateio baseado em critérios regulamentares. A DNL contesta a opacidade do processo e solicita acesso às atas e aos critérios utilizados.

Foi anunciada uma contestação formal junto da APEL, com a intenção de esclarecer o rateio e, se possível, recorrer aos mecanismos estatutários da associação. A reunião de esclarecimento ainda não tem data marcada.

A DNL recorda que a exclusão prejudica não só as editoras, mas também autores e a dinamização cultural do interior, incluindo iniciativas apoiadas pela União Europeia no setor.

Lusa contactou a APEL para commentos, sem obtenção de resposta até ao momento. A controvérsia mantém-se em aberto, com as partes a aguardar desenvolvimentos sobre a participação na feira.

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