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CP aponta para alta velocidade, mas vê abertura a privados como desvantajosa

CP aposta na alta velocidade até 2032, visando ligações rápidas e sinergias; alerta que privatizações de serviços urbanos podem comprometer liderança e financiamento

CP quer liderar alta velocidade em Portugal
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  • A CP foca a alta velocidade nos próximos seis anos, visando 208 milhões de passageiros em 2025, o maior valor do século.
  • O objetivo é tornar o mercado ferroviário mais atrativo, integrando Alfa Pendular, Intercidades e Regionais, com ligações mais rápidas e sinergias, exigindo compra de comboios, renovação de quadros e obras da Infraestruturas de Portugal.
  • A empresa vê a eventual entrega de serviços ferroviários urbanos a privados como desvantagem, defendendo manter a operação unida para responder a todos os serviços.
  • A CP precisa de endividamento para comprar comboios, quer maior flexibilidade fora do perímetro orçamental do Estado e aponta a urgência de intervenções da IP dentro dos prazos.
  • O desafio das subconcessões urbanas de Porto e Lisboa mantém-se, com a CP a manter o contrato de serviço público até 2034; a compra de 117 comboios com a Alstom/DST, em 746 milhões de euros, fica completada em 2033.

O controlo de alta velocidade volta a ocupar o centro da estratégia da CP para os próximos seis anos. A empresa pública pretende transformar o mercado ferroviário com ligações rápidas, integrando serviços existentes para criar sinergias e melhorar a oferta aos passageiros. A aposta passa por reforçar investimento em material circulante e na renovação de quadros.

Em 2025, a CP transportou mais de 208 milhões de passageiros, segundo o jornal Público, o melhor valor do século. O Plano Estratégico 2026-2032 aponta a CP como operador de alta velocidade, visando ligações mais rápidas e confortáveis entre serviços Alfa Pendular, Intercidades e Regionais.

A CP considera arrisgado o cenário de possível entrega de serviços urbanos a privados, tema em análise pelo Governo. A empresa sustenta que manter uma posição integrada facilita a interligação entre serviços em todo o território, defendendo a manutenção do modelo público.

Para sustentar o crescimento, a CP exige endividamento adequado para comprar novos comboios. Além disso, sublinha a urgência de obras na infraestrutura sob responsabilidade da IP, com prazos já acordados, para evitar atrasos na implementação da estratégia.

A CP também encara o desafio das subconcessões em serviços urbanos, nomeadamente no Porto e em Lisboa, mantendo a ambição de renovar contratos de serviço público até 2034. A empresa analisa comparativamente oito congéneres europeias para identificar necessidades futuras.

A comparação evidencia défices em fiabilidade, passageiros, receitas e idade média dos trabalhadores. A CP aponta para um quadro de maior envelhecimento entre os seus trabalhadores, com mais de 75% acima dos 40 anos, e apenas 12,5% mulheres, destacando a necessidade de rejuvenescimento.

Em outubro, a CP assinou com o consórcio Alstom/DST a maior compra de material circulante da história: 117 comboios, com opção para mais 36. O investimento de 746 milhões de euros terá impacto total apenas a partir de julho de 2033, com a chegada do último veículo prevista para essa data.

Desafios operacionais e financiamento

A direção da CP aponta para a necessidade de suporte financeiro estável para sustentar a expansão da alta velocidade. A empresa reforça que a concretização das obras da IP é determinante para cumprir prazos e assegurar a integração entre serviços.

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