- A Câmara de Coimbra anulou o concurso público de programador para o Convento São Francisco por falta de dinheiro para cumprir o compromisso assumido.
- A decisão foi anunciada pela vereadora Margarida Mendes da Silva, com base numa acta que aponta a necessidade de contenção de gastos devido à calamidade declarada no concelho.
- O contrato era de 36 mil euros por ano (108 mil euros para o triênio), não havendo meios financeiros para honrá-lo.
- O executivo mantém o interesse em contratar futuramente um programador, quando as condições permitirem, mantendo a confiança na equipa atual do Convento.
- O júri tinha proposto, por unanimidade, atribuir o cargo a Mickael de Oliveira; o espaço está sem programador desde 2023, com a programação assegurada por dirigentes municipais.
A Câmara Municipal de Coimbra anulou o concurso público para a contratação de um programador do Convento São Francisco. A decisão surge a partir da avaliação de que o município não tem disponibilidade financeira para cumprir o compromisso assumido.
A vereadora da cultura, Margarida Mendes da Silva, explicou que o procedimento foi revogado por falta de dinheiro para o contrato, que previa 36 mil euros por ano (108 mil euros no triénio). A medida visa uma política de contenção de gastos em resposta à calamidade no concelho.
Ana Abrunhosa, presidente da Câmara, assina a acta de revogação que destaca a necessidade de ajustar o funcionamento financeiro do município face às circunstâncias atuais. Também aponta danos causados pela tempestade ao Convento São Francisco e a impossibilidade de manter a estratégia de programação prevista.
A vereadora reforçou que o executivo mantém interesse em contratar um programador no futuro, quando as condições permitirem trabalhar com dignidade e cumprir as expectativas. Mantém ainda a confiança na equipa atual do Convento São Francisco.
O concurso foi lançado há cerca de um ano, numa altura em que o Convento São Francisco está sem programador efectivo desde 2023. O júri tinha recomendado, por unanimidade, atribuir o cargo a Mickael de Oliveira, antigo director do Teatro Oficina de Guimarães.
Dados do júri apontam que o candidato obteve classificação elevada em critérios como serviço público, integração na política cultural da cidade e estratégia de programação. O relatório ressalta uma visão curatorial sólida e a capacidade de articular criação, programação e mediação cultural.
Mickael de Oliveira é figura ligada à Cooperativa 84 e à gestão de espaços culturais em Coimbra e Guimarães. Foi director artístico do Teatro Oficina entre 2023 e 2024 e dirige o Festival Encontros de Novas Dramaturgias Contemporâneas.
Entre na conversa da comunidade